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Edição
1972, 6 de setembro de 2006
Interdisciplinar
- Matemática e Cidadania
Consumismo,
não
Discuta
com a garotada os critérios que
permitem estabelecer os gastos prioritários

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Consumismo


Compreender
e estabelecer critérios para a redução
do consumo |
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A
opção por eliminar o consumo supérfluo,
revelada a VEJA por Judith Levine, dá margem a boas
reflexões acerca de nosso modo de vida. A sociedade
industrial capitalista é esbanjadora em sua natureza.
Seu desenvolvimento está associado, muitas vezes, a
falsas necessidades que ela estimula no público consumidor.
Embora não faça parte do programa específico
de nenhuma disciplina, a entrevista pode ser útil,
pois envolve questões de cidadania. Uma sugestão
de abordagem é mesclar o tema com atividades matemáticas,
trabalhando de início com o estabelecimento de critérios
para distinguir dois aspectos básicos: a necessidade
e o desejo. Isso leva ao levantamento de prioridades –
o que configura uma lição preciosa para todos
nós.
| Antônio
Milena |
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| Lan
house: concorrente de CDs, DVDs, sorvetes e lanches
na disputa pelo dinheiro dos adolescentes |
Atividades
1ª
aula - Converse com a turma sobre seus hábitos
de consumo periódico. Com o que os adolescentes costumam
gastar a mesada? Peça que cada um enumere numa folha
de papel os produtos que compra com freqüência
e os serviços pelos quais geralmente paga. Aí
cabem o hambúrguer, o sorvete, o chocolate, as visitas
às lan houses, as sessões de cinema, a aquisição
de CDs, o aluguel de DVDs e cartuchos de games etc. A lista
pode ser grande – o que justifica registrá-la
numa planilha eletrônica, desde que a escola tenha essa
disponibilidade. Do contrário, oriente os alunos a
construir uma tabela, com espaço suficiente para incluir
quatro colunas.
O passo seguinte é a leitura da seção
Auto-Retrato de VEJA. Qual a opinião geral a respeito
da privação a que a autora se impôs? Todos
entendem o objetivo de tal experiência?
2ª
aula – Chame a atenção para a
base das prioridades definidas por Judith Levine. Enfatize
a diferença entre os conceitos de necessidade e desejo
utilizados por ela. Ambos podem servir de referência
para classificar os itens listados na tabela elaborada na
aula anterior. Encarregue a turma de incluir mais uma coluna
para marcar os hábitos necessários e os supérfluos.
Isso feito, é interessante discutir as variações
encontradas entre os jovens. Alguns podem argumentar que o
cinema é uma atividade cultural importante para sua
formação, outros terão na lan house ou
na lanchonete semanal o convívio social de que precisam
e por aí vai. Verifique as concordâncias –
aquelas atividades que a maioria considera indispensável
– e as disparidades. Nesse ponto, talvez seja proveitoso
solicitar a criação de um gráfico de
dispersão relacionando as incidências de cada
item para relembrar os conceitos estatísticos de média,
moda e mediana.
Sugira, então, que todos determinem o custo mensal
das diversas atividades, registrando o resultado numa terceira
coluna, e destinem uma quarta para o peso correspondente na
despesa do mês. Para tanto, deve-se calcular os porcentuais
em relação ao total consumido. Esse é
um critério objetivo.
Oriente, em seguida, a aferição de níveis
de prioridade de cada item, numa escala de 1 a 5, tanto para
os essenciais quanto para os dispensáveis. Ressalte
que esses valores são arbitrários e subjetivos,
embora possam apresentar coincidências entre a moçada.
Desafie a classe a planejar uma redução de,
digamos, 50% do consumo. Como? A resposta imediata é
cortar os supérfluos. É possível, no
entanto, que isso seja insuficiente, exigindo a supressão
de itens necessários. Em qualquer situação,
porém, todos devem notar que a otimização
desse processo inclui considerar os critérios objetivos
e subjetivos. Isso pode significar abrir mão de metade
dos hambúrgueres e um terço dos DVDs, por exemplo.
Eleja um caso que reflita a média dos alunos e discuta
as possibilidades de redução de gastos. O levantamento
pode ajudá-los a compreender a necessidade de estabelecer
parâmetros para a tomada de decisões.

Aula criada pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA
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