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Edição
1972, 6 de setembro de 2006
Linguagens e Códigos
e suas Tecnologias - Língua Estrangeira
Protesto
rimado
Examine
canções criadas para tirar o ouvinte da passividade
e conduzi-lo à reflexão política

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Letras
de canções de protesto


Reconhecer
e avaliar os fatos e argumentos que sustentam
a capacidade de convencimento
das canções de protesto |
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A
reportagem faz parte do caderno especial de VEJA sobre o quinto
aniversário dos atentados terroristas contra as torres
gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e a sede
do Pentágono, em Washington. Ela enfoca o modo como
a indústria cultural americana absorveu o choque. Entre
outras informações levantadas, chama a atenção
a emergência da música engajada. Segundo o texto,
“depois de meio século de ostracismo, a política
voltou a dar samba – ou pelo menos rock”. Este
plano de aula reproduz as letras de três canções
de protesto relacionadas ao assunto. Estimule os adolescentes
a traduzi-las e pensar a respeito.
Let’s
Impeach the President
Neil Young
Do CD Living with War, Warner Music
| Divulgação |
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Let’s impeach the president for lying
And leading our country into war
Abusing all the power that we gave him
And shipping all our money out the door
He’s the man who hired all the criminals
The White House shadows who
hide behind closed doors
And bend the facts to fit
with their new stories
Of why we have to send our men to war
Let’s impeach the president for spying
On citizens inside their own homes
Breaking every law in the country
By tapping our computers and telephones
What if Al Qaeda blew up the levees
Would New Orleans have
been safer that way?
Sheltered by our government’s protection
Or was someone just not home that day?
Let’s impeach the president
For hijacking our religion
and using it to get elected
Dividing our country into colors
And still leaving black people neglected
Thank god he’s racking down on steroids
Since he sold his old baseball team
There’s lot of people looking at big trouble
But of course the president is clean
Thank God
More on Thursday morning about
this extraordinary and eye opening
new recording…
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Atividades
1ª
aula - Após a leitura da revista, peça que
a turma se concentre no quadro sobre música (pág.
103). Comente que as canções populares
sempre emitiram protestos contra fatos, situações
e personagens da história. Durante a ditadura militar
que assolou o Brasil de 1964 a 1985, houve uma produção
muito rica nesse campo, em especial na segunda metade da década
de 1960 e no início dos anos 1970. Não são
poucas as obras que podemos mencionar como combinações
felizes de crítica social e boa fatura artística.
Roda Viva e Construção, de
Chico Buarque, Ponteio, de Edu Lobo, e Pra Não
Dizer que Não Falei das Flores, de Geraldo Vandré,
enquadram-se nessa categoria. Nos Estados Unidos, no mesmo
período, artistas como Bob Dylan e Joan Baez soltaram
a voz para dar o mote aos jovens que se recusavam a combater
na Guerra do Vietnã. Se houver tempo e interesse, promova
a audição de duas composições
que marcaram época: Blowin’ in the Wind
e The Times They Are a-Changin’.
New
Killer Star
David Bowie
Do CD Reality, Sony Music (importado)
| Divulgação |
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See the great white scar
Over Battery Park
Then a flare glides over
But I won't look at that scar
Oh, my nuclear baby
Oh, my idiot trance
All my idiot questions
Let's face the music and dance Don't
ever say I'm ready, I'm ready, I'm ready
I'll never say I'm better, I'm better,
Don't ever say I'm ready, I'm ready,
I'll never said I'm better, I'm better, I'm better,
I'm better than you
All the corners of the buildings
Who but we remember these?
The sidewalks and trees
I'm
thinking now
I got a better way
I discovered a star
I got a better way
Ready, set, go
I got a better way
A new killer star
I got a better way
Ready, set, go
I got a better way
The stars in your eyes
See
my life in a comic
Like the way they did the Bible
With the bubbles and action
The little details in colour
First a horseback bomber
Just a small thin chance
Like seeing Jesus on Dateline
Let's face the music and dance
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Observe que VEJA associa o ressurgimento do cancioneiro de
protesto ianque ao incidente de 11 de setembro de 2001 e à
reação do governo de George W. Bush. Solicite
que os jovens citem exemplos recentes de músicas inconformistas
– em inglês e em português. Eles provavelmente
vão se lembrar de trabalhos de Sting, Sinnead O’Connor,
Chrissie Hynde e Nirvana, entre outros, além de Geração
Coca-Cola, da Legião Urbana, Comida, dos Titãs,
Minha Alma (A Paz que Eu Não Quero), do Rappa e uma
infinidade de raps.
2ª
aula – Organize a moçada em seis grupos.
Para os dois primeiros, dê uma cópia da letra
de Freedom, de Paul McCartney. Outros dois vão receber
os versos de New Killer Star, de David Bowie. Para as duas
equipes restantes, entregue a composição Let’s
Impeach the President, de Neil Young. Leve para a sala os
CDs que contêm esses trabalhos e deixe que todos ouçam
as canções a serem exploradas. Providencie exemplares
de um bom dicionário de inglês para auxiliar
nas traduções.
Se achar conveniente, ao fazer as cópias das letras,
apague alguns termos e proponha que os estudantes preencham
as lacunas a partir do que escutam. Oriente-os a traduzir
o material e, quando necessário, recriar sua poesia
em português, buscando recuperar as rimas. Os textos
vertidos mantêm as sugestões e a capacidade de
convencimento dos originais? Convidam o leitor a se tornar
cúmplice da crítica social? Conquistam mais
uma voz para o coro dos que, descontentes, protestam?
3ª
aula – Compare os resultados da atividade anterior,
apontando e questionando as eventuais discrepâncias
entre o que escreveram os grupos encarregados de explorar
uma mesma canção.
Discuta, então, as possibilidades de crítica
social que essas músicas oferecem. Qual a eficácia
delas? São todas capazes de mudar as convicções
de quem as ouve ou servem apenas para que seus compositores
posem de politicamente corretos ao mesmo tempo que engordam
suas contas bancárias? É possível detectar
oportunismo de alguns autores em determinadas situações?
Em que nos devemos basear para considerar que um músico
tem legitimidade para protestar contra uma situação
política? Em que consiste a liberdade de que fala Paul
McCartney? Esse conceito é universalmente válido
ou pode ser concebido de formas variadas por culturas e indivíduos
diferentes? Qual a importância dos elementos urbanos
no texto de David Bowie? A canção de Neil Young
fundamenta sua crítica em que tipo de argumento? O
roqueiro canadense tem credibilidade para mandar seu recado?
Comente achados verbais como a relação entre
scar e star na canção de Bowie e a sonoridade
das rimas de Young.
Freedom
Paul McCartney
Do CD Driving Rain, EMI
| Divulgação |
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This is my right, a right given by God
To live a free life, to live in freedom
We’re
talkin’ about freedom
Talkin’ about freedom
I will fight for the right
To live in freedom
Anyone,
who wants to take it away
Will have to answer, ‘cause
this is my right
We’re
talkin’ about freedom
Talkin’ about freedom
I will fight for the right
To live in freedom, ah yeah,
Come on now...
You’re
talkin’ about freedom
We’re talkin’ about freedom
I will fight for the right
To live in freedom
Everybody’s
talkin’ about freedom
Talkin’ about freedom
I will fight for the right
To live in freedom
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Roteiro sugerido por Ulisses Infante, autor
de livros didáticos de Língua Portuguesa e Literatura
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