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Edição
2021, 5 de setembro de 2007
Interdisciplinar
- Educação Física, Física
e Matemática
Um,
dois, três... já!
Analise a inter-relação entre a evolução
da cronometragem e o desempenho dos atletas

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Atletismo
e cronometragem esportiva


Examinar
e debater a evolução e a importância
da cronometragem nas provas esportivas |
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No
Mundial de Atletismo recém-disputado em Osaka, no Japão,
a prova feminina de 100 metros rasos deixou a platéia
atônita, pois três competidoras cruzaram a linha
de chegada praticamente ao mesmo tempo. VEJA relata esse fato
curioso e ressalta a dificuldade de estabelecer o desempate
nas provas curtas. Nesse caso, graças ao tira-teima
eletrônico, que registra 1000 quadros por segundo, os
juízes puderam decidir pela vitória da jamaicana
Veronica Campbell, que chegou 3 milésimos de segundo
antes da segunda colocada. Diferenças tão pequenas,
imperceptíveis aos nossos olhos, deixam dúvidas
sobre o futuro de várias modalidades esportivas, cada
vez mais dependentes de recursos tecnológicos. A reportagem
levanta essa polêmica e deixa em aberto uma discussão
a respeito do futebol, cuja arbitragem ainda está sujeita
à interpretação exclusiva dos sentidos
humanos. Convide a turma a examinar o assunto.
Atividades
1ª
e 2ª aulas - Leia a reportagem com os alunos
e levante algumas questões para reflexão. Podemos
declarar que há um campeão quando a diferença
entre as marcas alcançadas pelos atletas está
na casa de milésimos de segundo? Que variáveis
físicas e biológicas, capazes de interferir
na decisão, estão em jogo numa disputa desse
tipo - velocidade do vento, resistência do ar, postura
corporal na chegada, resposta neurológica mais rápida
na largada etc.? E no futebol, é justo dizer que existe
um vencedor se o único gol de uma partida resulta de
um erro de arbitragem?
Comente as transformações que o aprimoramento
tecnológico deve provocar nas competições
esportivas, sujeitas a influências de fatores diversos.
No caso das corridas, tais mudanças podem interferir
no tempo de percurso e atingirão os espectadores, que
terão de manter um olho na pista e outro nos telões
espalhados nos estádios. Os novos tempos também
podem gerar regras inéditas - sobre os uniformes e
a postura corporal, por exemplo. Faça um breve relato
das normas vigentes para as corridas atléticas e os
recursos tecnológicos usados para garantir que essas
disposições sejam cumpridas.
Realce que a diferença entre ganhar e perder depende
muito da largada, que inclui os blocos de partida (apoios
para os pés) introduzidos nas competições
em 1937. Oriente uma pesquisa a respeito das características
dessas peças. Tanto a inclinação da superfície
dos apoios quanto a distância entre ambos são
decisivos para o desempenho dos corredores.
A largada ocorre com o disparo de uma pistola ou o toque de
um dispositivo sonoro. Ensine que o tempo de reação
neurológica humana a estímulos assim é
de 0,1 segundo. Para impedir que um competidor dispare antes
desse intervalo, os blocos de partida são dotados de
sensores ligados a um cronômetro que trava se for ativado
de modo prematuro. Caso isso ocorra, o equipamento envia um
sinal ao juiz de largada. A prova é, então,
reiniciada e o competidor responsável pela irregularidade
pode até ser desclassificado se reincidir no erro.
Há indicações de que, nos Jogos Olímpicos
da Antiguidade, quem queimava a largada era punido com golpes
de vara.
Ressalte que, nas corridas de 100 metros rasos, a velocidade
máxima beira os 43 quilômetros horários.
Os atletas olímpicos costumam atingir essa marca depois
de percorrer cerca de 35 metros e mantê-la até
os 70 metros, quando dão início à desaceleração.
Essa redução é necessária, pois
nosso organismo não suporta além de 6 segundos
em velocidade máxima.
Organize a classe em grupos e peça que cada um procure
levantar os recordes mundiais referentes a uma modalidade
de corrida desde a instituição dos Jogos Olímpicos
modernos. A garotada deve construir gráficos demonstrativos
da evolução do desempenho dos atletas. Paralelamente,
as equipes vão investigar a exatidão da cronometragem
ao longo do tempo.
3ª
aula - Os professores de Matemática e Física
podem ser envolvidos no exame dos gráficos e das características
das curvas obtidas pela moçada, discutindo os intervalos
em que ela é constante (tempo até a quebra de
um recorde). É interessante analisar, ainda, a possibilidade
de que determinada marca - na casa dos centésimos de
segundo - tenha ocorrido sem ser registrada por falta de instrumentos
precisos. Qual o comportamento da curva: tende a algum número
de maneira assintótica? O que podemos prever acerca
dos futuros recordes nessa modalidade esportiva? Isso comprova
a afirmação de VEJA, segundo a qual estamos
próximos de alcançar os limites de nossa capacidade
física?

Roteiro elaborado pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA
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