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Edição
2021, 5 de setembro de 2007
Ciências
Humanas e suas Tecnologias - Filosofia
Juventude
eterna
Debata as motivações dos adultescentes, pessoas
maduras que insistem em se comportar como garotos

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Maturidade
e papéis sociais


Debater
e compreender as motivações
dos adultos que agem como adolescentes |
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Sid
Vicious, baixista da banda punk Sex Pistols, aconselhava:
“Viva intensamente e morra jovem”. Antes e depois
dele, não foram poucos os ídolos pop que adotaram
filosofias semelhantes e, deliberadamente ou não, influenciaram
várias gerações. James Dean, Jimi Hendrix
e Kurt Cobain são bons exemplos. Porém, a julgar
pela reportagem de VEJA, muita gente ouviu apenas a primeira
parte da recomendação do músico. O comportamento
dos chamados adultescentes, indivíduos maduros que
agem feito eternos garotos, possibilita avaliar certas posturas
contemporâneas em relação à vida.
| Divulgação |
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MORTE
PRECOCE
James Dean viveu intensamente, mas por pouco tempo:
influência sobre várias gerações
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Atividades
1ª
e 2ª aulas - Após promover a leitura
do texto pelos alunos, sugira uma reflexão individual
sobre o sentido da maturidade. Estimule-os a manifestar a
imagem que têm desse cenário que, para eles,
se desenha no futuro. Registre no quadro as afirmações
mais significativas. Então, peça que cada um
escreva no caderno, sem revelar a ninguém, uma resposta
rápida à pergunta "Quem é você?".
O material será usado em seguida.
Um minuto depois, fale sobre a representação
do eu na vida diária. Saliente que tal tarefa exige
o ser do homem como suporte para seus diferentes papéis
sociais, mesmo quando eles trocam a naturalidade do ser pelo
imperativo do ter. Proponha que todos examinem as próprias
anotações e verifiquem se não vêem,
diante de si, seus fazeres em vez de seu ser essencial. Explique
que, tomando a pessoa pelo que faz e esquecendo quem ela é,
fica fácil entender o culto idolátrico das emoções
e o egocentrismo daqueles que se negam a crescer.
Segundo a revista, envelhecer é uma experiência
negativa para essa gente. Ouça o que a moçada
diz a respeito. Questione se a busca da liberdade por meio
da adesão cega aos sentimentos e desejos torna o ser
humano escravo do contexto em que vive. Uma razão alegada
para essa atitude é o aumento da expectativa de vida.
Em que medida o medo do comprometimento marca a geração
retratada? Tal fuga pode ser uma reação à
atual descaracterização da família e
dos papéis de pai e mãe? Até onde vai
a ascendência da TV? Os filmes e as novelas invadiram
o eu - em formação - desses consumidores?
Assuma a posição de advogado do diabo e esquente
o debate: a sociedade está preocupada por não
conseguir produzir casais arquetípicos? Ou tudo não
passa de obsessão de uma cultura que sempre explorou
a chantagem afetiva para estigmatizar quem não se considera
pronto para ser pai? Lembre quanto essa condição
se alterou recentemente. Há alguns anos, bastava conseguir
dinheiro e sustentar a família para se tornar um patriarca.
Que dizer desse paradoxo numa sociedade que hoje se considera
mais igualitária, embora ainda atribua à maternidade
a "aura" de sempre e exija da paternidade um investimento
emotivo, novo ou estranho ao adultescente?
Mencione o fato de que a mulher grávida que desiste
da maternidade pode abortar - legalmente ou não, com
ou sem a concordância do parceiro. O contrário,
no entanto, não se dá. A desistência da
paternidade inexiste se a mãe assim o desejar. Não
há igualdade de sexo em direito e responsabilidade.
Leve a turma a perceber que a maturidade não se confina
à questão do usufruto da liberdade.
Por fim, analise o discurso de cada entrevistado de VEJA.
É absurdo concluir que nosso modelo cultural renega
a maturidade reflexiva e confunde o princípio de realidade
com o princípio do prazer em nome de uma nova ordem
de consumo? Encomende dissertações a esse respeito.

Roteiro criado por Angelo Masson Neto, consultor
de comunicação organizacional, de São
Paulo
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