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Edição
1950, 5 de abril de 2006
Interdisciplinar
Ciência
do Amor. Será?
Experiências
destinadas a associar estados de ânimo aos neurotransmissores
são sempre bem-vindas. Afinal, a neurociência
ainda engatinha e boa parte das conquistas nesse setor repousa
sobre pesquisas feitas com ressonância magnética.
Nem sempre, porém, elas trazem resultados decisivos.
Uma dessas tentativas é a da antropóloga americana
Helen Fisher, que a levou a lançar o livro Por que
Amamos. A resenha da publicação, apresentada
em
"O Melhor dos Vícios" (pág.
122 de VEJA), merece ser examinada sob a lupa da verdade
científica. Destaque alguns elementos do texto:
As pesquisas em que a autora se baseia vêm de especialistas
em diversas áreas da Biologia. Delas deriva a relação
entre o hormônio predominante no cérebro e a
personalidade do indivíduo. Mas vale perguntar que
níveis de predominância podem influir para caracterizar
um ou outro tipo amoroso. Sem quantificá-los é
possível rotular os resultados como científicos?
O tamanho e o tipo de amostra (vinte jovens universitários)
permitem conclusões generalizadas sobre as causas do
estado emocional das pessoas?
Discuta as observações feitas sobre as regiões
do cérebro em atividade sob estímulo visual.
O que a garotada pensa da associação segundo
a qual as mulheres apaixonadas mostram mais atividade nas
regiões vinculadas à memória enquanto
nos homens predomina a região da percepção
visual?
Encontrar o parceiro apto é descoberta nova ou a teoria
da evolução já afirmava isso?

Roteiro
criado pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA
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