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Edição
1950, 5 de abril de 2006
Coordenação
Pedagógica
A
crise que afeta todos nós
Discuta com os colegas do corpo docente a
razão dos baixos desempenhos da educação
brasileira

Por
que os estudantes não estão aprendendo? Quais
as dificuldades enfrentadas pelos nossos mestres? O que se
esconde por trás delas? Essas questões, que
refletem a crise da educação brasileira, são
comentadas por VEJA, com base num amplo levantamento realizado
pela educadora Tânia Zagury. Autora do livro O Professor
Refém, ela ouviu e registrou o que pensam sobre tais
problemas os professores dos ensinos Fundamental e Médio
de todo o país. Sua principal conclusão: é
necessário dar mais atenção ao que se
passa nas salas de aula, a fim de superar o baixo desempenho
dos alunos, comprovado em exames nacionais e internacionais.
A reportagem pode instigar uma discussão oportuna nas
reuniões coletivas realizadas com a equipe de professores
de sua escola.
Proposta
de discussão
Promova a leitura do texto de
VEJA com os colegas e destaque os trechos mais polêmicos.
Qual a opinião de cada um a respeito da investigação
levada a cabo por Tânia Zagury? Todos concordam com
as informações ali apontadas?
Apresente, então, os resultados
de outra pesquisa nacional, realizada em 2005 pelo Instituto
Paulo Montenegro (IPM), braço social do Grupo Ibope.
O levantamento indica que apenas 26% da população
brasileira com idade entre 15 e 64 anos é plenamente
alfabetizada. Examine o conceito de alfabetismo funcional
e os níveis de alfabetismo mostrados no quadro ao lado.
Depois, tome os dados a seguir como fundamentação
para analisar a atual conjuntura.
O nível pleno
só é majoritário (57%) entre pessoas
que concluíram pelo menos o Ensino Médio. No
entanto, uma parcela significativa dos que cursaram 11 ou
mais anos de escola encontra-se no nível básico
ou rudimentar. Como explicar esse cenário?
n Entre as pessoas que somam de 4 a 7 anos de estudo, predominam
os níveis rudimentar (42%) e básico (44%), enquanto
11% já atingiram o nível pleno. Como essa heterogeneidade
de resultados pode ser interpretada?
A relação
entre os índices de alfabetismo e os anos de escolaridade
explicitada no gráfico permite que tipo de avaliação
do desempenho das instituições de ensino? Por
que elas não têm formado alfabetizados plenos?
De que modo os resultados da pesquisa comentados na reportagem
contribuem para a análise dessa questão?
Reflita ainda sobre as práticas de leitura e escrita
propostas nas aulas de diferentes disciplinas. Elas estão
contribuindo para a formação de alfabetizados
plenos? Se sim, por quê? Se não, o que precisa
ser melhorado?
A revista também apresenta
"mitos" da educação. Examine um por
um.
- O afeto e o carinho do professor
são imprescindíveis para que o estudante aprenda.
- Com um bom professor, o
aluno aprende sem fazer nenhum esforço.
- A participação
da comunidade é essencial à qualidade do ensino.
- A reprovação
traumatiza.
- A memorização
deveria ser banida das salas de aula.
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O
conceito de alfabetismo funcional
É
considerada alfabetizada funcional a pessoa capaz de
utilizar a leitura e a escrita para fazer frente às
demandas de seu contexto social e usar essas habilidades
para continuar aprendendo e se desenvolvendo ao longo
da vida.
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Fonte:IPM
2005

Debate
sugerido por Regina Scarpa, consultora pedagógica
de VEJA NA SALA DE AULA
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