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Edição 2015, 4 de julho de 2007

Multidisciplinar - Mídia

Odisséia roedora



Já não se fazem desenhos animados como antigamente. Algumas das produções atuais são tecnicamente superiores e mais instigantes do que suas antecessoras - e, no mínimo, tão divertidas quanto elas. É o que prova a resenha "Sobre Ratos e Homens", que focaliza o lançamento do longa-metragem Ratatouille.

A trama coloca em questão o nível de bagagem cultural exigido para que o espectador se divirta ao vê-la.
Mostre que a animação e a resenha estão repletas de citações. O título do texto faz referência a Ratos e Homens, romance de John Steinbeck. No desenho,
as intertextualizações e os jogos de palavras também começam pelo nome, que remete a roedores
e a um prato da cozinha francesa. E prosseguem com personagens reais como Skinner e Anton Ego, ligados à psicologia. As crianças, público-alvo desse gênero de produção, vão acompanhar tais sutilezas? Isso vai impedilas de compreender a história?

A revista compara o enredo à Odisséia, de Homero.
Essa é uma garantia de sucesso: epopéias e mitos têm profundas raízes no psiquismo e, talvez por isso, atravessam os séculos com o mesmo poder de sedução. Sob esse aspecto, a saga do ratinho é uma digna sucessora de clássicos como Branca de Neve.

Roteiro proposto pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA


 
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