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Edição
1903, 4 de maio de 2005
Ciências
Humanas e suas Tecnologias História
Apresente
à classe a raiz cruzada
dos conflitos contemporâneos
O
ponto de partida é o novo filme de Ridley Scott, que
recria a luta por Jerusalém em 1187

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Idade
Média e Cruzadas


Construir
e aplicar conceitos das várias áreas
do conhecimento para compreender processos
histórico-geográficos


Analisar
e o período medieval como raiz dos
conflitos da atualidade no Oriente Médio
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É
preciso lembrar aos jovens que a história não
se resume aos fatos de uma época. Ela depende das interpretações
feitas ao longo do tempo, mutáveis na maioria das vezes,
o que torna esse conhecimento vivo, sempre atual. Assim, para
entender os conflitos atuais no Oriente Médio, é
indispensável retroceder aos enfrentamentos originais
que ali tiveram lugar. A reportagem de VEJA sobre o filme
Cruzada destaca exemplos de mitos criados e desfeitos até
as últimas décadas do século XX. Fatos
do presente e de um passado de embates mas também
de muitos momentos de paz entrelaçam-se no texto,
sugerindo uma boa reflexão. Convide os alunos a conhecer
essa aventura.
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Para
começo de conversa
Analise
com a classe a seguinte afirmação do escritor
italiano Umberto Eco: Cada época oferece sempre
um olhar diferente sobre o passado. Por isso é que
as raízes da moderna Europa estão na Idade Média.
Contraponha a isso a resposta do historiador Niceta Coriates
a Baudolino, personagem do romance homônimo de Eco:
Não há história sem sentido. E
eu sou um dos homens que sabem descobri-lo mesmo onde os outros
não o vêem. Depois disso, a história torna-se
o livro dos vivos, como uma ressonante trombeta que faz ressurgir
do sepulcro os que eram pó há séculos
Só que demora muito tempo, é preciso considerar
os acontecimentos, ligá-los, descobrir os nexos, mesmo
os menos visíveis.
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Exercícios
e outras atividades
Observe
que VEJA não aborda o período das Cruzadas de
forma cronológica. O enfoque pode oferecer algum trabalho
para os estudantes se localizarem no tempo, mas isso é
compensado pela dinâmica do texto, que resulta sempre
numa leitura atraente. É dispensável, portanto,
qualquer preparação da turma, desde que ao longo
da leitura você dê explicações complementares
e, ao final, encarregue a garotada de elaborar um painel de
resumo.
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Para
debater
Levante
algumas questões para certificar-se de que os alunos
compreenderam o conteúdo da reportagem:
- Por
que o ano de 1187 simboliza uma oportunidade perdida de
trégua permanente? A resposta está implícita
na revista, que enfatiza os períodos de trégua
conquistados, graças à tolerância e
à diplomacia dos cristãos e muçulmanos.
- Compare
o número de baixas estimadas durante as Cruzadas
com o saldo de vidas perdidas nas guerras modernas. Então,
discuta como é relativa a noção da
atrocidade que se têm dos combates medievais.
- Por
que se considera hoje que o Islã foi o grande perdedor
após as empreitadas dos guerreiros da cruz? Debata
o parecer da historiadora Carole Hillenbrand, segundo a
qual os palestinos de hoje têm nesse passado de quase
1000 anos um germe latente que se reacende nas disputas
territoriais.
- Destaque
o período de estabilidade que prevaleceu entre os
séculos VII e XI e, com a ajuda de um mapa histórico,
delineie os territórios muçulmanos nessa época,
ampliados principalmente pela adesão das populações
ao islamismo. Contraponha o Jihad dos maometanos à
resposta cristã com as Cruzadas e aprofunde o exame
das condições em que vivia a Europa
dados que explicam o surgimento dessas expedições.
- Analise
o legado da ocupação moura na Península
Ibérica, influência que mudou a Europa na Idade
Média e mais tarde se estendeu ao Novo Mundo.
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Roteiro
proposto pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA
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