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Edição
2025, 3 de outubro de 2007
Ciências
Humanas e suas Tecnologias - História
Nós
e os mitos
Discuta o papel dos heróis no imaginário popular
na trilha de acontecimentos da Guerra Fria

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Guerra
Fria e criação de mitos


Discutir
os desdobramentos provocados pela divisão
do mundo pós-Guerra |
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Com
base em depoimentos de companheiros e adversários de
Che Guevara, VEJA revela aspectos do homem de carne e osso
que se transformou no grande herói das esquerdas revolucionárias,
a partir de 1959. Em outra reportagem, somos lembrados do
50° aniversário do lançamento do primeiro
satélite artificial, o Sputnik. Ambas tratam de acontecimentos
intimamente ligados à intensificação
da Guerra Fria, um período de confronto entre americanos
e soviéticos que estimulou a criação
e disseminação de alguns mitos. O estudo e a
associação desses acontecimentos podem ajudar
a garotada a desfazer os nós de algumas décadas
de tramas da história e, de quebra, discutir a criação
e queda das figuras que costumamos venerar.
Atividades
1ª
e 2ª aulas - Convide a garotada a discutir os
mitos. Quem eles acham que se tornou uma figura emblemática
e exemplo de conduta? Lady Di? Madre Teresa? Albert Einstein?
O papa? Há inúmeros exemplos e vale a pena registrar
o que os alunos pensam. Após esse levantamento, é
interessante questionar quem produziu a imagem de tais pessoas
e com que finalidade. Depois, discuta com eles quem perdurou
e quem se apagou com o tempo. Em seguida, leia a reportagem
sobre Che Guevara, assinalando os interesses de americanos
e soviéticos em disputa, num jogo em que os símbolos
e figuras lendárias tinham peso para multiplicar opiniões
a favor de um ou outro lado.
Pergunte se passados tantos anos da morte de Che, e tendo
o bloco comunista encabeçado pela União Soviética
já sucumbido e as guerrilhas se mostrado desastrosas,
não é de espantar que a figura do argentino
ainda tenha seu retrato espalhado pelo mundo. E, principalmente,
exposta por uma juventude distante quase duas gerações
dos acontecimentos que o tornaram um herói. A história
está cheia de exemplos assim. Um deles, que pode ser
proveitoso para a garotada perceber o uso da mídia
como instrumento para essa finalidade é encontrado
nos filmes A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima,
dirigidos por Clint Eastwood (Warner Bros, 2007). Nesse caso,
a imagem que se tornou lendária foi a de soldados erguendo
a bandeira americana na ilha japonesa durante a Segunda Guerra.
Convém destacar que mitos se criam não apenas
em torno de pessoas. Conte que em 1957, com a queda de Fulgêncio
Batista, os soviéticos colocaram em órbita o
primeiro satélite artificial. Essa foi talvez a conquista
mais ameaçadora para os americanos, depois das bombas
atômicas. O fato deixava as defesas americanas supostamente
desguarnecidas e, ao mesmo tempo, alardeavam a supremacia
tecnológica de um sistema econômico baseado no
controle estatal da produção e do consumo. A
leitura da reportagem "O Pearl Harbor da Ciência"
vai dar uma boa idéia para os jovens sobre esse período
da Guerra Fria e o medo difundido de um suposto ataque russo
que desencadearia a Terceira Guerra Mundial. Muitos interesses
econômicos estavam envolvidos nessa disputa de liderança
entre os dois blocos. Chame a atenção dos alunos
para o alcance da disseminação dessa idéia,
capaz de mobilizar, dentro das escolas, simulações
de ataques aéreos repentinos.
Heróis e vilões são necessários?
Debata com os adolescentes e questione até que ponto
eles não são vítimas da própria
fama. A história seria diferente sem eles? Talvez,
mas é importante ressaltar que eles não passam
de criação do homem. Cabe ao historiador desfazê-los.

Aula criada pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA
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