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Edição
1915, 3 de agosto de 2005
Ciências
Humanas e suas Tecnologias História e Comportamento
Guie
a moçada por uma viagem
sobre duas rodas, de magrela
Discuta as vantagens do uso da bicicleta
como meio de locomoção urbano. Ponha a turma
para pedalar!
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Valdemir
Cunha
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Estacionamento
de bicicletas em Amsterdã:
um dos marcos da fisionomia da cidade
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Bicicletas,
ciclismo e cidades


Relacionar
informações e conhecimentos
disponíveis em situações
concretas para construir argumentação
consistente


Discutir
o papel dos meios de transporte, em especial
das bicicletas, nas cidades atuais |
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A
aposentadoria do ciclista americano Lance Armstrong, destacada
nas páginas de VEJA, despertou a atenção
da cena esportiva mundial. Antes de parar, o superatleta confirmou
sua hegemonia na tradicional Volta da França, conquistada
por ele sete vezes. Antes disso, o campeão já
havia triunfado num desafio ainda mais vital a luta
contra o câncer.
A
imagem da força e da resistência de Armstrong
está intimamente ligada ao veículo que o tornou
famoso: a bicicleta. Embora os primeiros modelos sejam relativamente
recentes, desenvolvidos no século XIX, as corridas
sobre duas rodas viraram esporte olímpico desde os
primeiros jogos da Era Moderna, em 1896, em Atenas. Além
de equipamento esportivo, ela passou a ser um meio de transporte
tipicamente urbano, com adeptos e usuários em todo
o mundo. Convoque a meninada para conversar sobre a magrela
e sua presença no cotidiano.
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Gladstone
Campos
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Night
bikers em São Paulo: apropriação
noturna,
sobre duas rodas, do espaço urbano
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Preparação
da aula
Quem
nunca andou de bicicleta, ou pelo menos teve vontade de tentar?
Por que ela se tornou tão conhecida e apreciada? Como
surgiu? Que aspectos contribuíram para sua popularidade?
Essas são algumas questões que você pode
lançar para esquentar a discussão.
Conte que os primeiros registros de um veículo sobre
duas rodas aparecem nos esboços do renascentista Leonardo
da Vinci. Nos séculos seguintes, surgiram vários
modelos impulsionados pelos pés. Afinal, em 1855, o
francês Ernest Michaux criou os pedais, adaptados à
roda dianteira, que possibilitaram maior eficiência
na energia muscular como força motriz. Esse inventor
francês passou a ser também um fabricante do
veículo, na época chamado de velocípede.
Em meados da década de 1870, a Companhia Michaux produzia
140 exemplares por ano, com o trabalho de cerca de 200 operários.
Os preços ainda eram pouco acessíveis.
Será
que a bicicleta teve um único pai ou resultou de uma
série de inovações realizadas por diferentes
inventores? Para orientar a resposta, lembre que nesse período
a Europa ocidental vivia um processo de sucessivas inovações
tecnológicas, na fase que se tornou conhecida como
Segunda Revolução Industrial. Assim, outros
itens, como o pneu com câmara produzido a partir
de 1887 por James Dunlop , foram decisivos para a popularização
da bike.
Proponha
que a turma focalize as mudanças sociais que acompanharam
o período. Entre elas ocorreu um acelerado processo
de urbanização em boa parte da Europa ocidental.
Especialmente para os rapazes e as moças dos núcleos
urbanos, a mobilidade trazida pela bicicleta possibilitou
novas formas de interação social. Isto é,
os jovens puderam realizar excursões e se relacionar
mais livremente, sem a vigilância dos adultos. Na opinião
da garotada, em que medida a difusão do novo meio de
transporte contribuiu para a liberalização dos
costumes?
Sugira
uma análise da difusão mundial desse veículo.
Diga que, há várias décadas, as magrelas
se incorporaram à paisagem de cidades como Amsterdã,
na Holanda, e Xangai, núcleo chinês de forte
densidade populacional. A produção no Brasil
só ocorreu após a II Guerra Mundial, quando
se instalaram no país fábricas como a da Monark,
de origem sueca. Hoje, as bikes estão por todo lado,
constituindo boa opção de transporte ou lazer
em cidades litorâneas ou naquelas de topografia plana.
Em importantes centros urbanos, como Curitiba, as ciclovias
redes exclusivas para o tráfego sobre duas rodas
e sem motor estendem-se por grandes faixas e são
usadas por uma parcela considerável da população.
Ensine
que tanto no Brasil quanto em outros países a bicicleta
está incluída em debates sobre reforma urbana
e surge como alternativa viável para o transporte nas
grandes cidades. Em São Paulo, segundo uma pesquisa
realizada em 2002 pela Companhia do Metrô, mais de 200000
pessoas a utilizam regularmente para se locomover. Em relação
a 1997, ano da pesquisa anterior, esse número representa
um aumento de 83%. Trata-se da maior ampliação
da categoria transportes individuais, embora,
em números absolutos, não concorra com os 5,5
milhões de automóveis que circulam na paulicéia
desvairada. A partir desses dados, questione a moçada
sobre a presença das bicicletas no transporte urbano.
Ela traz vantagens sobre outros veículos? Quais? Deve-se
dar passagem ao ciclista nas ruas? Em cidades como Porto Alegre,
Rio de Janeiro e São Paulo, há projetos de construção
e ampliação de ciclovias. Os alunos aprovam
tais medidas?
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A
magrela em três versões
O
ciclismo tornou-se esporte olímpico desde os
jogos de 1896. Nas Olimpíadas de 2004, foi disputado
em três modalidades: pista, com máquinas
mais velozes, de rodas de titânio; mountain bike,
prova desenvolvida em terreno irregular; e ciclismo
de estrada
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Exercícios
e outras atividades
Proponha
que os estudantes comparem meios de transporte como as bicicletas
e os veículos automotores individuais (carros e motos).
Peça que identifiquem eventuais prós e contras
de ambos em questões como circulação,
acessibilidade, fluidez do tráfego, qualidade do ar
e nível de ruído. Sugira que avaliem também
o trânsito de grupos de ciclistas pelas vias urbanas,
como os night bikers.
Informe
o que o Código Brasileiro de Trânsito, em seu
capítulo III, artigo 58, estabelece: Nas vias
urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação
de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver
ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não
for possível a utilização destes, nos
bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação
regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos
automotores. Ou seja, onde não há ciclovia,
a bicicleta tem preferência. Essa norma é respeitada?
Encaminhe pesquisas sobre acidentes envolvendo ciclistas e
em especial os bike-boys, versão não-motorizada
dos motoboys.
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Roteiro
proposto pelo geógrafo Roberto Giansanti, autor
de livros didáticos
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