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Edição
1954, 3 de maio de 2006
Interdisciplinar
Chernobyl,
uma tragédia radioativa
Debata com a garotada os efeitos
do maior acidente nuclear da história

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Conseqüências
do desastre nuclear de Chernobyl


Compreender
as implicações do uso da energia
nuclear |
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VEJA
destaca as conseqüências da tragédia de
Chernobyl, na Ucrânia, onde há vinte anos um
reator nuclear explodiu e liberou radiação letal.
O desastre, de múltiplas implicações
e alcance planetário, pede uma abordagem interdisciplinar.
Atividades
1Ù, 2Ù e 3Ù aulas
A leitura da reportagem fornece dados e conceitos importantes,
que podem ser aprofundados e debatidos em aulas de diversas
disciplinas, sob a coordenação dos professores
de Ciências da Natureza. Certos conhecimentos são
básicos para o exame dos tópicos: estrutura
do átomo, reações e decaimentos nucleares,
funcionamento das usinas atômicas, efeitos biológicos
das radiações etc. Se for o caso, utilize parte
do tempo para tais explicações. Há planos
de aula previamente desenvolvidos pelo Guia do Professor,
disponíveis em versão on-line, que podem ser
úteis.
Sobre o processo de
produção da energia nuclear, clique
aqui.
Sobre os perigos biológicos
da radiação proveniente de material de laboratório
e lixo atômico, clique
aqui.
Sobre o enriquecimento
de urânio para usos energéticos e bélicos,
clique
aqui.
Sobre desintegração
do núcleo atômico e efeitos diversos da radioatividade,
clique
aqui.
Entre outras informações
mencionadas por VEJA, vale explorar as seguintes:
A energia nuclear é
responsável por 16% da eletricidade consumida no mundo.
A explosão de um
reator em Chernobyl liberou 100 vezes mais radioatividade
do que a bomba lançada em Hiroshima na II Guerra.
Toneladas de material
radioativo espalharam-se por uma área de 150 000 quilômetros
quadrados.
O acidente foi resultado
de falha humana, mas teve suas conseqüências muito
ampliadas pela demora das autoridades da então União
Soviética em reconhecer o problema.
As cidades para onde foi
deslocada a população de Pripyat, vizinha a
Chernobyl, apresentam graves problemas sociais. As pessoas
têm medo de contrair doenças ainda em decorrência
da exposição à radiação.
O problema continua porque
o sarcófago construído para deter o restante
da radiação, logo após o desastre, apresenta
rachaduras.
É alta a incidência
de câncer de mama e tireóide nas regiões
contaminadas.
À exceção
do que ocorreu com quem estava próximo à usina
no dia do acidente, a contaminação se dá
nos órgãos internos, por isótopos radioativos.
A contaminação
nuclear é um fenômeno relativamente novo e parte
de seus efeitos continua desconhecida.
Que tal reunir as conclusões
da garotada num blog e convidar estudantes de todo o país
a entrar na discussão? Com o apoio do professor de
Língua Estrangeira, esse fórum tem tudo para
ganhar contornos internacionais!
4Ù aula Sob orientação
do professor de Língua Portuguesa, a turma pode produzir
um texto de ficção baseado na seguinte premissa:
. Sua família está na sala vendo TV, quando
alguém bate à porta. O visitante é um
policial avisando que vocês têm 30 minutos para
recolher algumas coisas, apenas o mínimo para passar
três dias fora de casa. Ao fim desse intervalo, um ônibus
estará à espera para levá-los para outro
lugar.
Estimule a imaginação
de todos acerca do que levariam e de como se portariam nessa
situação singular. Explique que foi assim, sem
maiores satisfações, que os habitantes de Pripyat
foram surpreendidos duas décadas atrás.
5Ù aula Retome
o estudo das conseqüências biológicas da
radiação. Para tanto, convém rever as
séries radioativas na tabela periódica, além
de examinar a meia-vida dos elementos e os decaimentos que
eles sofrem. Saliente os efeitos de curto prazo por
exemplo, os do iodo-131, cuja atividade se reduz à
metade após oito dias. Diga que ele é o responsável
pelo câncer de tireóide. Outros materiais, como
o urânio-238 (cuja meia-vida é de 5 bilhões
de anos), e o césio-137, obtido da fissão do
urânio-235 (meia-vida de 30 anos), têm efeitos
prolongados.
6Ù aula A participação
da energia nuclear no consumo energético mundial não
é pequena. Organize um levantamento dos países
que já a utilizam ou que pretendem aplicá-la
para fins supostamente pacíficos. O caso do Irã
é exemplar e deve originar uma reflexão sobre
a reação que ele vem provocando no governo americano.
Os professores de História e de Geografia podem ajudar
com questionamentos sobre os interesses políticos e
econômicos envolvidos no impasse, em que os Estados
Unidos se colocam como xerifes da ordem mundial.
É interessante frisar
a extensão do acidente de Chernobyl. A radiação
contaminou uma área três vezes maior que a do
Estado do Rio de Janeiro e seus efeitos ainda se fazem sentir.
A nuvem radioativa criada pela explosão chegou a diversos
países da Europa (veja
o mapa). Um diagrama que mostra as zonas ainda contaminadas
pelos isótopos pode ser acessado aqui.
7Ù aula Conte que,
no desespero para controlar a combustão após
a explosão, equipes de socorro chegaram a jogar água
sobre os restos do quarto reator de Chernobyl. Policiais,
bombeiros, funcionários da usina e outros profissionais
convocados para o plano de emergência desconheciam os
perigos a que se submetiam. Examine com os estudantes as conseqüências
desse procedimento, considerando a ação da radioatividade
sobre a água e o percurso dela no solo e no subsolo.
Recorde os problemas da contaminação nas cercanias.
Ao clicar
aqui, você acessa imagens que dão uma
boa idéia da dimensão da tragédia.
Internet
O
site
http://en.wikipedia.org/wiki/Chernobyl_disaster
(em inglês) oferece mais informações
sobre os efeitos do acidente de Chernobyl

Aula
sugerida por Marco Pasqualini de Andrade, professor
do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal de
Uberlândia (MG)
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