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Edição 1929, 2 de novembro de 2005

Redação e Política

Diálogo burlesco

Durante muito tempo na época da ditadura, escritores, compositores e artistas gráficos valeram-se do expediente da farsa para comentar a realidade política do país e fugir à tesoura da censura. O período ficou famoso pelas canções com letras de duplo significado a ponto de se especularem possíveis segundos sentidos nas mais ingênuas composições. Com isso, desenvolveu-se uma técnica de redação-disfarce. Em “História 100% Verdadeira” (pág. 121 de VEJA), Diogo Mainardi retoma o estilo, agora não para escapar ao veto oficial, mas simplesmente para tratar com o mais cáustico humor as absurdas negociações envolvendo os “donos” do poder. Eles nos lançam em condições trágicas e nós reagimos com a comédia. Vale a pena, independentemente da cor política de cada um, aproveitar a dica e desafiar a classe a reconhecer alguns personagens do cenário nacional que se encaixam 100% no diálogo construído pelo articulista. A idéia pode servir como exemplo para bons exercícios de redação nessa mesma linha.

 


Roteiro proposto pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA

 
 
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