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Edição
1967, 2 de agosto de 2006
Ciências
Humanas e suas Tecnologias Geografia e Cultura
Viagem
virtual, paisagem real
Convide
a garotada a pôr a mochila nas costas e embarcar numa
excursão por lugares paradisíacos

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Turismo,
paisagem e lugar


Debater
e compreender os conceitos de paisagem e lugar |
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Não
é de hoje que as pessoas põem o pé na
estrada imbuídas de espírito explorador e equipadas
com o mínimo indispensável se toda a
tralha couber numa mochila, melhor. A novidade, segundo VEJA,
é que cada vez mais mulheres desacompanhadas se lançam
nessas aventuras, até pouco tempo atrás consideradas
programa de homem. Além de refletir a nova condição
feminina, independente e atuante, o texto abre uma perspectiva
viável para os que desejam conhecer o mundo sem desembolsar
fortunas em pacotes turísticos convencionais. Isso
provavelmente inclui parte dos alunos. Examine com eles as
alternativas de aprendizado que experiências assim podem
suscitar.
Atividades
1ª
aula - ASelecione imagens de paisagens litorâneas
de todo o mundo atrativas para caminhadas e trilhas. Considere
também as localidades citadas pela reportagem e separe
um atlas geográfico.
Antes de promover a leitura da revista, observe que uma das
características sociais contemporâneas no âmbito
da fluidez é o freqüente deslocamento das pessoas,
notadamente os turistas. Tal mobilidade cria possibilidades
de diálogo entre culturas e lugares. O viajante interage
com aspectos de vida de outros povos, troca conhecimentos
e experiências. Dito isso, transcreva o título
da reportagem no quadro-negro e pergunte se alguém
da turma já viajou de mochila. Levante algumas características
que envolvem empreitadas do gênero.
Quem participa de aventuras assim?
Como elas são realizadas?
Quais as razões da escolha desse tipo de viagem?
Que lugares atraem os mochileiros?
Que desafios eles enfrentam?
A
seguir, organize a turma em grupos. Eles devem identificar,
nos dois primeiros parágrafos do texto de VEJA, os
percalços apontados pelas mochileiras em suas andanças.
Considerando o que foi apreendido, questione como se preparar
para essas viagens.
Sugira
que as equipes teçam comentários sobre as cidades
e os países mencionados e os localizem no atlas.
Encaminhe
uma pesquisa rápida sobre litorais (veja as sugestões
de livros e sites no final deste roteiro) e organize uma roda
de conversa para que os resultados sejam expostos. Então,
reproduza o quadro da página ao lado e distribua as
cópias para leitura em grupo. Ali estão relatos
de jovens brasileiros que experimentaram as delícias
de explorar pequenas porções do próprio
país.
2ª
aula Complete a leitura de VEJA e separe uma foto
detalhada de litoral e peça que dois alunos se apresentem
para uma brincadeira o ideal é que sejam dois
voluntários, pois devem ficar à vontade para
falar. Mostre a imagem só para eles e instrua-os a
observá-la atentamente, sem conversar entre si. O restante
da classe não pode ver a figura até o final
da atividade. Um dos voluntários sai da sala enquanto
o outro descreve o que viu do modo que preferir. Depois, o
primeiro volta e também conta o que observou.
Questione
a garotada: as descrições foram iguais? Deixe
claro que um mesmo objeto pode ser percebido de forma diversa
por diferentes pessoas. Importante: cuide para que a comparação
entre os relatos não vire uma competição
do tipo "quem viu mais ou melhor". O objetivo é
valorizar as variadas possibilidades de leitura de uma imagem.
Enriqueça
as observações dos alunos com dados sobre aspectos
geográficos e históricos da costa estudada.
Analise, ainda, outras fotos de um litoral de forte apelo
turístico. Se puder, projete figuras em transparência.
Reserve um tempo para comentários e lance algumas questões.
Como a turma classifica as paisagens desse litoral?
Como é a vida de quem mora nesses lugares?
Quais são as características da natureza
nessas paisagens?
Qual é a relação que a população
local mantém com a natureza?
Que tipos de problemas cotidianos essas pessoas enfrentam?
Alguém já imaginou conhecer um lugar
assim? Se fosse viajar para lá, como seria o passeio?
Analise
as respostas. Vale lembrar que muitos turistas optam por realizar
suas atividades em contato com a paisagem e os lugares: as
trilhas, as caminhadas e o mergulho são bons exemplos.
Encaminhe um estudo em equipe sobre lugares próximos
de sua cidade para onde é possível viajar, com
segurança, à moda dos mochileiros.
Concluída
a tarefa, proponha a elaboração de dissertações
individuais ou em equipe sobre as diferentes
percepções que temos a respeito dos lugares.
Esse fator influencia a decisão dos destinos de nossas
viagens de lazer?
3ª e 4ª aulas Procure rediscutir a paisagem
como o elemento preponderante que move o turismo. Por que,
afinal, o litoral é uma opção tão
popular para quem não vive à beira-mar? Faça
uma enquete a fim de descobrir o que os adolescentes pensam
das viagens turísticas e seus objetivos. Para tanto,
enumere as razões que levam as pessoas a viajar para
a costa. Debata e compare as diferentes motivações.
Desafie os estudantes a viajar um pouco pelas imagens, inspirados
no estudo das paisagens litorâneas. Estimule-os também
a buscar informações geográficas de lugares
paradisíacos mostrados na programação
da TV e nos filmes do cinema. Reúna figuras e textos
num álbum de recortes que vai funcionar como um registro
dessa excursão virtual.
Se
houver tempo e interesse, convide o professor de Educação
Física a organizar uma caminhada num parque público
de sua região, levando a moçada a exercitar
simultaneamente o corpo e a percepção da paisagem.
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Relato
de Raquel Melo sobre sua visita a Abrolhos
Chegamos
a Caravelas às 7 da manhã de um dia de
agosto de 2004. O clima estava estranhamente frio, porém
fazia sol. Após três dias aguardando bom
tempo, a embarcação pôde sair. Fomos
naquela lancha imensa de dois andares...
Tive
muito enjôo durante a viagem, que demorou cerca
de duas horas porque paramos a todo instante para ver
baleias. Descemos em Siriba, mas não pudemos
dar a volta na ilha toda, pois a maré estava
alta.
Depois,
mergulhamos em frente à Ilha de Santa Bárbara...não
tive coragem de fazer o batismo, pois não tenho
muita experiência nisso. Na verdade, o Gui achou
estranho estarmos lá, já que não
somos mergulhadores. Porém, minha vontade era
fazer algo diferente no Sul da Bahia. E valeu a pena,
pois vimos uma incrível variedade de peixes,
corais, tartarugas, arraias e cavalos-marinhos.
Pena o passeio ser só de um dia: é pouco
tempo para mergulho.
Mas
não sei se arrisco dormir no barco em outra viagem,
pois acredito que, para mulher, é um pouco desconfortável.
Ainda assim, a viagem é muito linda.Indico para
todos que queiram ver águas cristalinas, paisagens
deslumbrantes, aves exóticas e baleias jubarte.
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Relato de um viajante desconhecido
sobre a Serra da Canastra
Descemos
mais um pouco. Chegamos!!! Mais um mirante onde já
é possível sentir pingos dágua.
Quando chegamos ao local mais próximo da famosa
queda de 200 metros, foi incrível! A cachoeira
não cabe no enquadramento da máquina fotográfica.
É linda, magnífica, sublime. As primeiras
palavras que eu consegui proferir foram: "Meu Deus,
que perfeição!".
As
lágrimas rolaram. Fomos para uma piscina natural
na qual nos banhamos. Parecíamos crianças
com doce! Voltamos e, nesse momento, chamei Jesus várias
e várias vezes. A trilha é puxada, mas
conseguimos. Retornamos à pousada e, no caminho
de volta, o carro caiu num grande buraco. Já
era noite. Contamos com a experiência do guia
para desatolar o carro.
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Bibliografia
Parâmetros
Curriculares Nacionais: Apresentação dos Temas
Transversais, Ministério da Educação
Litoral do Brasil, Aziz Nacib AbSaber, Ed. Metalivros,
tel. (11) 3672-0355
Internet
O site www.geocities.com/juliomelatti/ias07-11/08nw.htm
traz imagens e dados do litoral noroeste da América
do Sul
O endereço www.arqueotavira.com
oferece gravuras sobre o litoral português
O site www.rbma.org.br/anuario/mata_05_populacao.asp
trata das populações tradicionais da Mata Atlântica

Roteiro desenvolvido por Sueli Ângelo Furlan,
professora de Geografia da Universidade de São Paulo
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