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Edição
2016, 1º de agosto de 2007
Ciências Humanas e suas Tecnologias - Geografia
A ameaça das geleiras
Promova um debate com a turma sobre o degelo nas altas montanhas de nosso planeta

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Degelo, geleiras e aquecimento global


Investigar e debater prováveis causas
e repercussões do degelo nas altas montanhas |
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O recuo de geleiras em altas montanhas, como as do Himalaia, traz mais um sinal de alerta sobre os riscos do aquecimento global. É o que mostra a reportagem de VEJA, que destaca ainda algumas prováveis conseqüências desse fenômeno: inundações e diminuição gradativa do volume dos rios abastecidos pelas águas do degelo dos picos. A redução do gelo em extensão e espessura nos cumes das montanhas tem sido verificada em diferentes partes da superfície terrestre. Entre elas estão a cordilheira do Himalaia e o Monte Kilimanjaro, na Tanzânia, citados na revista, mas também nos Andes, desde a Colômbia até o Chile, e nos Alpes europeus. Examine com a turma as especificidades desse fato como um ingrediente extra no intenso debate acerca do aquecimento global.
| Vann Arthus-Bertrand / Corbis / Latinstok |
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| Nina Schwendemenn / Reuters / Latinstock |
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FINAL OPACO
O Kilimanjaro, cujo nome significa montanha brilhante numa das línguas nativas africanas, em dois momentos: o aquecimento nas grandes altitudes derreteu as neves eternas |
Atividades
1ª
aula - Leia o texto de VEJA com os alunos e depois questione-os a respeito da formação e da dinâmica das geleiras no alto das montanhas mais elevadas. Esse é um passo importante para fazer previsões e avaliações sobre os impactos do fenômeno que vem sendo observado nesses locais. Conte que existem dois tipos de geleiras - também chamadas de glaciares: as alpinas ou de vales, mencionadas na reportagem, e as continentais, espessas camadas de gelo que recobrem todas as formas de relevo (as da Groenlândia se enquadram nessa categoria). As geleiras alpinas formam-se devido às baixas temperaturas das altitudes mais elevadas, já que o aquecimento da atmosfera ocorre por irradiação do calor recebido do Sol.
Incentive os jovens a levantar hipóteses sobre as eventuais razões da diminuição do gelo nas montanhas.
Para isso, eles podem trocar idéias entre si e consultar sites e publicações especializadas. Assinale que, nas estações quentes, o degelo nessas áreas se dá naturalmente. A presença de água permitiu, ao longo dos séculos, o estabelecimento de populações aos pés dos montes. No inverno, as fortes nevascas e precipitações possibilitam a reposição de gelo e neve nos cumes. Eis o nó da questão: estudos mostram que essa reposição não está mais recobrindo as perdas do degelo. Distribua cópias do quadro abaixo para que todos tenham uma idéia das proporções do recuo de certos glaciares nos últimos anos. Faça a garotada notar que, em contrapartida, outros aumentaram de volume.
Destaque que a diminuição das camadas de gelo e neve nas altas montanhas é um fenômeno planetário que obedece ao fim do atual período interglacial, iniciado há cerca de 10000 anos. Segundo cientistas, é um intervalo de tempo mais curto do que a duração das geleiras. Por outro lado, as atividades humanas têm contribuído de modo inequívoco para o aquecimento da baixa atmosfera com a emissão de gases que provocam o efeito estufa. Estima-se que a temperatura média global subiu 0,76 grau Celsius desde 1850. Com a evaporação e a condensação da água em suspensão no ar, os cumes das montanhas são mais atingidos nesse momento por causa da presença dos gases-estufa nas altitudes mais elevadas.
2ª aula - Retome os pontos discutidos
na aula anterior e proponha um debate sobre as repercussões
do degelo dos cumes montanhosos. Quais seriam as conseqüências
de um derretimento glacial mais acelerado e mais freqüente?
Como isso afetaria os recursos disponíveis e os espaços
humanos? Enfatize que a redução do volume das
geleiras pode acarretar a falta de água de degelo em
inúmeras localidades. Em La Paz, na Bolívia,
por exemplo, 70% da água vem dos glaciares. Avalanches
e desmoronamentos podem se tornar mais comuns e atingir as
populações, como ocorreu nos Andes colombianos
na década de 1980. Num primeiro momento, o degelo constante
talvez aumente o volume fluvial, mas depois pode carregar
maior quantidade de sedimentos para os cursos de água.
É provável que os sistemas de produção
de energia e irrigação agrícola sejam
afetados também. Portanto, poderemos estar diante de
profundos impactos sociais e econômicos nas regiões
mais diretamente atingidas.
Converse com a moçada sobre as fontes de tantas previsões, a emissão de gases-estufa. Os especialistas não se cansam de repetir que devemos encarar a situação do aquecimento global não de modo catastrofista, mas com extrema preocupação. Os alertas são muitos - sobre o degelo, o aumento do volume de água dos oceanos etc. - e, não raro, discrepantes ou contraditórios. Mas existem idéias consensuais: é preciso mudar o modelo energético baseado em combustíveis fósseis, transformar o padrão de consumo dos países ricos e conter a poluição industrial e o abate de florestas maduras.
Encarregue a classe de elaborar pequenos grupos de painéis com esquemas, fotos e textos sobre o degelo dos picos montanhosos, além de medidas para conter a emissão de gases-estufa. Finalize o trabalho com a exposição dos resultados para toda a escola.
Variação glacial
No mapa, os hexágonos coloridos indicam algumas das geleiras de montanhas cuja espessura foi medida com certa freqüência de 1970 a 2004. A cor de cada um revela o grau de adelgaçamento (do branco para o vermelho) ou de espessamento (do branco para o azul). O tamanho das figuras corresponde diretamente à variação - quanto maiores, mais acentuada a perda ou o ganho de gelo no período. Os números na escala, que equivalem à mudança da espessura em metros por ano, permitem avaliar a alteração sofrida.
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VEJA
TAMBÉM
Internet
O site http://commons.wikimedia.org/wiki/ Image:Glacier_Mass_Balance_Map.png#Reference contém informações a respeito da variação glacial

Aula sugerida pelo geógrafo Roberto Giansanti, autor de livros didáticos
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