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Edição
1907, 1â de junho de 2005
Política
Brasil
superpotência
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Divulgação
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Lula
e os boinas azuis brasileiros durante o
embarque para o Haiti: vestibular para o Conselho de
Segurança da ONU?
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O
artigo de Roberto Pompeu de Toledo, Se
Não É Enrascada, É Bicicleta Ergométrica
(pág. 126 de VEJA), aborda com ironia os esforços
meio frenéticos do governo brasileiro para conquistar
um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Vale a pena ler o texto, que pode render um exercício
interessante sobre política internacional.
Desafie
a turma a seguir a sugestão do autor e identifique
os numerosos conflitos deste início complicado de milênio.
As Nações Unidas se pronunciaram sobre cada
um deles? E o Brasil? Quais foram essas posturas? Sugira que
a moçada imagine como o Brasil, promovido a superpotência,
atuaria no caso de um confronto entre a Colômbia e a
Venezuela. Se os Estados Unidos propusessem uma intervenção
de tropas da ONU, o Brasil teria cacife para vetar essa decisão?
Ou seja, parodiando uma antiga peça publicitária,
não basta ter uma cadeira no Conselho de Segurança,
tem que participar mesmo que seja enviando tropas para
o Haiti, com o aval de Tio Sam.
Lembre
que, em 1945, a formação das Nações
Unidas expressou a hegemonia dos dois maiores vencedores da
II Guerra Mundial. A seguir, durante as décadas de
Guerra Fria, a ONU reproduziu, até mesmo em seus impasses,
o equilíbrio à beira do abismo entre
os Estados Unidos e a União Soviética, superpotências
nucleares e líderes de blocos antagônicos. Hoje
a União Soviética não passa de uma lembrança
e os americanos intervêm onde querem. Diante desse quadro,
lance um tema para discussão: em que medida a inoperância
das Nações Unidas, incapaz de reduzir a margem
de arbítrio de Washington, expressa simplesmente, como
observou Pompeu de Toledo, a realidade do mundo atual?
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Roteiro
desenvovido pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA
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