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Edição
1945, 1é de março de
2006
Literatura
e Arte
Rebeldes
beletristas
Já
não se fazem mais iconoclastas como antigamente. Ao
menos nas letras brasileiras. É o que revela a resenha
"A
Horda dos Transgressores" (pág. 94
de VEJA), sobre o lançamento de livros de vários
autores reunidos na coletânea Geração
90: os Transgressores. O texto é ideal para você
mostrar aos alunos como a receita pronta dos best-sellers
influencia até mesmo os autores decididos a "chutar
o pau da barraca". Sugira
a discussão do quadro que enfoca a escrita de um livro
"transgressor". As fórmulas fornecidas parecem
ter sido seguidas pelos autores da Geração
90? Os alunos conhecem alguma obra que tenha realmente
contribuído para mudar atitudes e comportamentos? Talvez
um ou outro já tenham lido O Apanhador no Campo
de Centeio, de J. D. Salinger, ou Pé na Estrada,
de Jack Kerouac. Sugira também que os estudantes
comparem as agressões beletristas tupiniquins com o
humor iconoclasta do desenho animado South Park, tema
do texto "Sacrilégio
Pop" (pág. 103). Ou seja, transgressão
é mais embaixo. Vale igualmente a pena comparar a trajetória
de nossos "rebeldes" com a de Djay, protagonista
do filme Ritmo de Um Sonho. A resenha "No
Princípio, Era o Verbo" (pág.
98) mostra como Djay, cafetão e traficante de drogas,
volta-se para o rap e se vê obrigado a "verbalizar
de forma conseqüente seus pensamentos". O resultado
é a sua transformação, algo que não
faria mal à moçada da Geração
90. Proponha que a turma investigue esse efeito do rap
na postura de um grupo conseqüente e de fato transgressor,
os Racionais Mcs.
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Cartaz
da turnê do U2: uma fã jurou que morreria
quando Bono e companhia entrassem no palco
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Roteiro desenvolvido
pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA
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