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Edição
1945, 1é de março de
2006
Mídia
Tempos
histéricos
UÉ
provável que os estudantes ainda comentem como foi
a recentíssima passagem das bandas britânicas
Rolling Stones e U2 pelo Brasil. Afinal, foi impossível
ficar indiferente à cobertura da imprensa, principalmente
aquela feita pelas emissoras de TV. No ensaio "Histeria,
Patetice e Rockn Roll" (pág.
106 de VEJA), Roberto Pompeu de Toledo analisa como todo
o delírio vivido pelas multidões nas areias
de Copacabana e no estádio do Morumbi só se
manifestou por causa da presença de equipes de televisão.
O texto fornece elementos para discutir o poder dos meios
de comunicação de massa quando o assunto é
ditar comportamentos e garantir a continuidade dos mesmos.
Destaque a imagem usada pelo articulista para caracterizar
os jovens que acamparam em frente ao estádio à
espera do show: muçulmanos em tempos de hajj.
A garotada parou para fazer essa comparação?
Lembre que uma das moças declarou diante das câmeras
que morreria quando o U2 entrasse no palco. Fale também
da fama repentina a que foi alçada a fã escolhida
por Bono Vox para dançar sob os holofotes. Informe
que, imediatamente, os usuários do Orkut descobriram
o perfil da garota na internet, o que a transformou em celebridade
instantânea. Agora há especulações
de que ela ganhará um trabalho na TV, mesmo que seja
uma pequena participação num programa ainda
não definido. Lance mão da reportagem "O
Clone Anão" (pág. 102),
que destaca expedientes questionáveis empregados pelo
Jornal da Record como os truques de edição
que o fazem parecer maior do que é. Comente que copiar
a concorrência é algo corriqueiro no sistema
capitalista. Mas será que a disputa por pontos no Ibope,
travada entre as emissoras, justifica o fomento da histeria
coletiva entre os fãs de rock?
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Cartaz
da turnê do U2: uma fã jurou que morreria
quando Bono e companhia entrassem no palco
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Roteiro desenvolvido
pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA
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