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Quem
é quem

Medalha de ouro em Atenas, Ricardo e Emanuel chegam a Pequim
como maiores apostas para nova medalha. Mas a dupla dos
Estados Unidos, Todd Rogers e Phil Dalhausser, com vitórias
em vários campeonatos, também é considerada favorita. Na
dupla brasileira temos Ricardo, o Block Machine; na outra,
o gigante Dalhausser, apelidado de Thin Beast (algo como
"fera" nos bloqueios e "thin" por ser muito magro). Conheça
mais sobre os jogadores e prepare-se para a disputa.
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Ricardo
Ricardo Alex Costa Santos
33 anos (Salvador, Brasil, 6/1/1975)
2,0 metros e 102 quilos
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Emanuel
Emanuel Scheffer Rêgo
35 anos (Curitiba, Brasil, 15/4/1973)
1,90 metro e 82 quilos
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| Técnico da dupla: Gilmário Batista
(Cajá) |
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Rogers
Todd Jonathan Rogers
34
anos (Santa Barbara, EUA, 30/9/1973)
1,89
metro e 88 quilos
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Dalhausser
Philip
Peter Dalhausser
28
anos (Baden, Suíça, 26/1/1980)
2,08
metros e 91 quilos |
| Técnico: Bob Alejo |
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| Ricardo, conhecido no exterior
como Block Machine (Máquina de Bloqueio), e Emanuel,
veterano considerado um dos maiores jogadores da história
do vôlei de praia, sabem que terão de enfrentar
adversários mais preparados do que nos últimos
Jogos. A dupla deixou de participar de algumas partidas
do Circuito Mundial e decidiu ficar no isolamento. "Preferimos
não nos desgastar, temos de focar, pensar em jogar
bem e só convivemos entre nós para não
deixar nada atrapalhar", disse Emanuel. A ambição
da dupla é só uma: trazer para o Brasil a
segunda medalha de ouro. |
Ambição |
A dupla não pretende
fazer apenas uma visita à arena olímpica.
Rogers e Dalhausser estão focados no pódio
e não vão se contentar com nada além
disso. "A nossa prioridade agora é ganhar a
medalha de ouro na Olimpíada. Todo o treino e preparação
que tivemos ao longo desse um ano e meio nos levará
a excelentes resultados em Pequim", garantiu Rogers,
também conhecido como Professor. Eles nunca participaram
de uma Olimpíada e farão de tudo para derrubar
o favoritismo brasileiro. |
| Antes da formação ideal, Emanuel
e Ricardo tomaram rumos diferentes. Emanuel já fez
parceria com Loiola, Zé Marco e Tande. O veterano
estava lá na estréia do vôlei de praia
na Olimpíada de Atlanta, em 1996, mas seu desempenho
com Zé Marco não rendeu medalha. A dupla de
Emanuel com Loiola também não funcionou em
Sydney (2000). Enquanto isso, o jogo de Ricardo com Zé
Marco era um dos favoritos à medalha daquela Olimpíada,
mas perdeu na decisão para os americanos Dain Blanton
e Eric Fanoimoana. O troca-troca daria certo apenas em 2002,
quando Ricardo passou a treinar com Emanuel. Com sete vitórias
em sete jogos, a sincronia da dupla trouxe a primeira medalha
de ouro em Atenas (2004) |
Histórico
em Olimpíadas |
É a primeira participação
da dupla numa olimpíada. |
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Cada atleta optou por seguir uma direção
no início da carreira. Emanuel estreou jogando
no vôlei de quadra e apenas no começo da
década de 90 descobriu que o seu lugar era a praia.
Ao lado de seu primeiro parceiro, Aloízio, o veterano
conquistou o título do Circuito Brasileiro, em
1994. Mais tarde, com Zé Marco, venceu o Circuito
Mundial em 1996 e 1997 – vitória que seria repetida
em 1999 e 2001, só que dessa vez, primeiro com
Loiola e depois com Tande. Ao contrário da maioria
dos jogadores, que começam em outros esportes,
jogando em quadras e depois migram para o vôlei
de praia, a trajetória de Ricardo já começou
dentro do tanque de areia, em 1994. Mas o primeiro título
internacional só chegaria 1998, conquistado por
ele e Zé Marco, no Rio de Janeiro. Em 1999, a dupla
subiu ao pódio em 11 dos 13 torneios disputados,
acabando em terceiro lugar no final da temporada. Ricardo
e Zé Marco também conquistaram o título
do Circuito Mundial em 2000.
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Progressão
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Rogers começou a carreira em 1995
e tem 35 títulos. Foi técnico em uma Universidade
em Santa Barbara, mas nunca saiu das arenas. Dalhausser,
antes de formar a parceria com Rogers, jogava tênis
e se destacava no basquete por conta da altura. Em 2005,
em Austin, no Texas, conquistou seu primeiro título,
vencendo os três sets na casa do oponente, tornando-se
o jogador mais popular daquele ano. A dupla formou-se
em 2006, quando Rogers deixou a carreira de técnico,
e conquistaram oito torneios do Circuito Americano. Com
pouca experiência no vôlei de praia, Dalhausser
tornou-se o aluno de Rogers: "Ele tem sido meu único
técnico. Eu tento aprender tudo o que ele me diz,
no vôlei e na vida. É uma confiança
mútua. Afinal, eu não sei como fazer melhor
e ele sabe." Rogers não nega ter ficado inseguro
ao conhecer o parceiro, mas confessa que se impressionou
com o desempenho de Dalhausser.
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Ricardo e Emanuel são tricampeões no Circuito
Brasileiro e penta no Circuito Mundial, trouxeram o ouro
da última Olimpíada e dos Jogos Panamericanos.
Em 2004, Ricardo foi eleito o Herói Olímpico
pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).
Ele também foi considerado o melhor jogador do
mundo pela Federação Internacional do Vôlei
(FIVB), em 2005 e 2007. Emanuel venceu por três
vezes os Estados Unidos no Desafio dos Reis, recebendo
a coroa Rei dos Reis. Em 2004 e 2005, o veterano recebeu
o Prêmio Brasil Olímpico (COB) de melhor
jogador de vôlei de praia do ano.
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Conquistas
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O ano de 2007 foi a melhor fase para Rogers
e Dalhausser. A dupla conquistou o título do Circuito
Mundial e venceu oito torneios do Circuito Americano. Tal
destaque fez com que a AVP os nomeasse como o melhor time
do ano. Tanto a FIVB quanto a AVP, já deram a Rogers
o título de melhor jogador defensivo. O Professor
também venceu uma disputa, tornando-se o Rei da Praia,
em 2006. O gigante Dalhausser, também conhecido por
The Thin Beast, foi premiado pela AVP como o melhor jogador
ofensivo, em 2005, 2006 e 2007. Em 2006, Dalhausser foi
nomeado o jogador que mais evoluiu, pela AVP, e como o melhor
bloqueador, pela FIVB. |
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A
gente tem certeza que vai ser um
ano diferenciado, porque todos vão
querer vencer, vão querer tirar a medalha de ouro
que a gente conquistou na outra Olimpíada ,
disse Ricardo em entrevista à TV UOL Mais
sobre os adversários que encontrarão em
Pequim.
Tenho
certeza que esse relacionamento mais intenso entre nós,
sabendo respeitar e admitir as diferenças, nos
favorece muito. Quem tem isso já sai dez passos
na frente ,
disse Emanuel sobre a formação do time em
entrevista ao Lance!
O
Ricardo é um ótimo bloqueador e eu tento
me virar na defesa. Nossa fórmula foi copiada por
outras equipes até de fora do País ,
disse Emanuel ao portal Terra.
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Frases
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Isso
tudo é um sonho que está se tornando realidade,
é completamente inesperado. Nada importa mais do
que o ouro de Pequim ,
disse Dalhausser, sobre a Olimpíada.
Sou
o melhor defensor porque eu treino bastante, porque tenho
os melhores treinadores e porque sou ajudado pelo meu
talento especial: melhor do que a maioria, eu consigo
prever para onde a bola vai – como um jogador de xadrez,
que já tem os próximos movimentos em sua
cabeça ,
disse Todd.
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Desde 2004 a dupla tem auxílio da tecnologia
na preparação olímpica. Ricardo e
Emanuel foram os pioneiros no estudo através de
vídeo, estatística, números e, segundo
Emanuel, esse foi o diferencial para conquistarem o ouro
em Atenas.
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Treinamento |
"O tronco é muito importante para o
vôlei. Nós fazemos muitos exercícios
para manter o braço estável para fazer com
que ele fique com uma posição ereta", diz
o técnico Bob Alejo. A dupla costuma treinar três
horas por dia, levanta peso e faz outras atividades para
condicionamento físico, em Santa Bárbara,
na Califórnia. |
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Ricardo é conhecido como Block Machine
no exterior ou como A Muralha, pelos brasileiros
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Bloqueadores |

Dalhausser não gosta do apelido Fera
Magra (Thin Beast)
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"Eles formam uma dupla forte. O Phil
é muito alto e tem grande qualidade no bloqueio.
O Rogers é bastante habilidoso, e trabalha bem
no fundo de quadra. Nós jogamos muito bem e deu
a impressão que o jogo foi mais fácil
do que poderia", disse Ricardo após vencer
a Rogers e Dalhausser por 2 sets a 0, em 39 minutos
de partida, em 2007.
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Sobre o adversário |
"Os brasileiros sempre tiveram o melhor
vôlei de praia. Eu diria que eles foram os melhores
nos últimos oito anos, o que fez com que eles
dominassem a cena mundial. Será o nosso dever
tirá-los de lá", disse Rogers, depois
de ser questionado sobre a ameaça das duplas
do Brasil.
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A medalha de ouro em Atenas, em 2004, foi o ápice
da carreira da duplal. Em 42 minutos, venceram os espanhóis
Javier Bosma e Pablo Herrera em dois sets. "Não somos
os melhores do mundo. Prefiro falar que o vôlei do
Brasil é o melhor do mundo. Nós temos os melhores
jogadores, o melhor circuito, e é por isso que ganhamos
tudo lá fora", disse Ricardo. "No pódio eu
me senti como um cavaleiro recebendo a espada no ombro,
como se me tornasse um lorde na Inglaterra", disse Emanuel. |
Melhor momento |

O melhor momento da carreira de Rogers e Dalhausser foi
em 2007, com a conquista do Circuito Mundial pela primeira
vez na história do vôlei de praia masculino
dos Estados Unidos. O jogo foi realizado em Gstaad, na Suíça.
Os americanos derrubaram a dupla russa Dimitri Barsouk e
Igor Kolodinsky por 2-0. |
| Em Sydney, Emanuel e Loiola ocupavam o primeiro
lugar do ranking mundial e por isso eram os mais cotados
para medalha. A dupla perdeu nas oitavas para os espanhóis
Fábio Diez e Javier Bosma. "Pensei em parar,
mas queria a volta por cima", disse Emanuel ao portal
Terra. A pressão caiu em cima Ricardo e Zé
Marco, que chegou à final - mas os americanos ganharam.
"Nós não perdemos o ouro, ganhamos a prata",
disse Ricardo. |
Pior
momento |
O pior momento para Todd Rogers foi não
se classificar para a Olimpíada de Atenas. Em 2004,
Rogers tentava uma vaga ao lado de Sean Scott, mas a dupla
ficou de fora. Como normalmente ele e Dalhausser optam por
disputar o circuito interno (AVP), a dupla não ganha
muita visibilidade nos Campeonatos Mundiais e, por isso,
não sofre grandes derrotas. |
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