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Quem é quem

A seleção brasileira de vôlei masculino vai a Pequim
para buscar a terceira medalha de ouro do país na modalidade – a segunda da vitoriosa geração liderada pelo técnico Bernardinho desde 2001. Os brasileiros têm pela frente um tradicional adversário: a Rússia, presença constante nos pódios. Os duelos entre as equipes são sempre marcados por grandes defesas, saques e bloqueios. Saiba por que a disputa é tão aguardada.


 Grupo B
 Estréia em Pequim no dia 10/8
 Enfrenta na fase de classificação: Rússia, Egito, Sérvia, Polônia e Alemanha
 Equipe: Serginho (líbero), Bruno e Marcelinho (levantadores); André Nascimento e Anderson (opostos); Giba, Dante, Murilo e Samuel
(ponteiros); e André Heller, Gustavo e Rodrigão (meios-de-rede)
 Capitão: Giba
 Técnico: Bernardo Resende, 49 anos

 Grupo B
 Estréia em Pequim no dia 10/8
 Enfrenta na fase de classificação: Brasil, Egito, Sérvia, Polônia e Alemanha
 Equipe: Verbov (líbero), Khamuttskikh e Grankin (levantadores); Poltavskiy e Kruglov (opostos); Berezhko, Tetyukhin, Korneev e Abramov (ponteiros); e Ostapenko, Kuleshov e Volkov (meios-de-rede)
 Capitão: Khamuttskikh
 Técnico: Vladimir Alenko, 42 anos

Atual campeã olímpica, a seleção brasileira se prepara para disputar, em Pequim, sua 12ª Olimpíada. Além do ouro obtido em Atenas, em 2004, o Brasil foi campeão em Barcelona, em 1992, e levou a prata em Los Angeles, em 1984. Desde que o vôlei se tornou uma modalidade olímpica, nos Jogos de 1964, o Brasil sempre é representado nos Jogos por sua seleção. Até os Jogos de Los Angeles, porém, o país figurava apenas entre a quinta e a décima posição. Histórico em Olimpíadas Enquanto ainda fazia parte da antiga União Soviética, a seleção de vôlei da Rússia vivenciou um longo período de hegemonia olímpica. Foram três ouros (1964 em Tóquio, 1968 na Cidade do México e 1980 em Moscou) e duas pratas (1976 em Montreal e 1988 em Seul), além de um bronze em Munique, em 1972. Após a dissolução da URSS, os russos levaram uma prata em Sydney, em 2000, e foram medalhistas de bronze nos Jogos de Atenas, em 2004.
A capacidade de se adaptar a diferentes estilos de jogo. A comissão técnica busca fazer com que os brasileiros estejam sempre mais bem preparados do que os adversários, avaliando as fraquezas de todos os concorrentes e adaptando o estilo de jogo a cada um deles. Ponto forte O saque é o maior destaque da seleção russa. A força do serviço de jogadores como os atacantes Poltavskiy e Volkov e do meio-de-rede Kuleshov é a principal arma dos russos, porque dificulta a recepção das equipes adversárias, tornando o passe delas ruim.
Dois dos principais jogadores brasileiros ainda se recuperam de lesões recentes: o atacante Giba, que sofreu em junho uma torção no tornozelo esquerdo, e o meio-de-rede Rodrigão, que operou o joelho esquerdo em março para a reconstrução do ligamento cruzado anterior. Ponto fraco Como aposta muito no saque, a Rússia tende a se atrapalhar em quadra quando seus principais jogadores não acertam o fundamento. Além disso, a movimentação dos russos é menos veloz do que a de seleções com atletas mais baixos, como é o caso do Brasil.



Bernardo Rezende é uma das principais figuras dessa geração vitoriosa do vôlei brasileiro. Sua impressionante série de títulos o tornou um palestrante muito requisitado. Bernardinho desenvolveu um método para motivar seus jogadores: a "Roda da Excelência", baseada em valores como trabalho em equipe, liderança e perseverança. Agitado, o técnico é famoso pelas cenas que protagoniza em quadra, como puxar a camisa e morder a bola.

Técnico

Vladimir Alenko tem como principal característica não ter medo de mexer no time. O técnico não hesita em colocar em quadra os jogadores do banco de reservas. Ele explora todos os recursos possíveis para acertar sua equipe nos momentos mais difíceis. Foi o que fez na derrota da Rússia para o Brasil na Copa do Mundo de 2007. Embora naquele jogo isso não tenha garantido a vitória, a equipe de Alenko conseguiu a vaga para Pequim na competição.
A seleção brasileira de vôlei tornou-se, nos últimos anos, o time a ser batido. Essa geração já comemorou todos os títulos possíveis, muitos deles mais de uma vez – como a Liga Mundial, conquistada seis vezes. Desde que Bernardinho assumiu o comando do grupo, em 2001, foram 26 os títulos conquistados. O técnico da seleção de Portugal, Chico dos Santos, já disse que o vôlei brasileiro "não tem pontos fracos". Por que é favorito A tradição do vôlei russo o coloca sempre entre os favoritos em qualquer competição, principalmente nos Jogos Olímpicos, em que sempre garantem uma vaga entre os primeiros colocados. A Rússia leva consigo os ensinamentos da vitoriosa escola soviética, além da força de seus jogadores, todos muito altos, como Poltavskiy (2,05 m), Volkov (2,10 m) e Kuleshov (2,06 m).


Gilberto Amauri de Godoy Filho, mais conhecido como Giba. O camisa 7 foi eleito o melhor jogador das Olimpíadas de Atenas. Nos jogos decisivos, o capitão chama para si a responsabilidade e seus pontos de ataque ajudam a definir o resultado das partidas a favor do Brasil. Giba, hoje com 31 anos, está na seleção desde 1995. Ele foi eleito o jogador mais valioso durante a Copa do Mundo de 2007, competição em que o Brasil foi bicampeão.
Estrela

Alexey Verbov, de apenas 25 anos, é a principal aposta do técnico russo, Vladimir Alenko, para os Jogos de Pequim. O líbero da equipe russa costuma defender bolas que parecem impossíveis, o que dá ao levantador russo a possibilidade de distribuir melhor as jogadas. Justamente por isso Verbov é considerado o melhor jogador do mundo dessa posição na atualidade. Verbov é também a estrela de seu time, o Lokomotiv, de Moscou.
Heptacampeão da Liga Mundial (1993, 2001, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007), campeão mundial em 2002 e 2006, bicampeão da Copa do Mundo (2003 e 2007), campeão da Copa dos Campeões em 1997 e 2005, campeão da Copa América em 1998, 1999 e 2001, e campeão dos Jogos Pan-Americanos em 1963, 1983 e 2007. Principais títulos Quatro vezes campeã da Copa do Mundo em 1965, 1977, 1981, 1991 (ainda como parte da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), e em 1999, já livre do regime soviético. Campeã da Liga Mundial em 2002. Nos últimos 17 anos, a equipe russa esteve nove vezes entre os três melhores da Liga Mundial.


O Brasil conseguiu conquistar em 2002 o único título que a seleção ainda não possuía: o de campeã da Copa do Mundo. O triunfo no torneio do Japão foi conseguido de forma incontestável, com 11 vitórias em 11 jogos, perdendo apenas quatro sets durante toda a competição.
Melhor momento

O título da Liga Mundial de 2002 foi especial para a Rússia. Além de terem vencido os brasileiros na final, em pleno ginásio lotado do Mineirinho, em Belo Horizonte, os russos conseguiram acabar com o estigma de vice-campeões, já que tinham perdido as finais de 1993, 1998 e 2000.


Ás vésperas do início do Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007, o levantador Ricardinho foi cortado da seleção. A notícia causou um grande mal-estar entre o grupo, que foi pego de surpresa pela notícia. Na ocasião, o técnico Bernardinho explicou que o corte se deu devido a um "desgaste no relacionamento". O jogador, que trocou farpas com seus ex-companheiros pela imprensa, não voltou a defender as cores da seleção desde então.
Pior momento

Os russos estiveram perto de conquistar o título da Liga Mundial em 2007. Apostando no saque forçado, a seleção russa derrotou os brasileiros no primeiro set. O atacante Poltavskiy estava em um dia inspirado e deu bastante trabalho ao Brasil. Quando todos pensavam que se repetiria o que aconteceu em 2002, os brasileiros voltaram para o terceiro set imprimindo seu ritmo de jogo tradicional, e venceram os russos por 3 sets a 1.
Os brasileiros venceram 39 dos 74 confrontos contra a Rússia. Entre os resultados mais importantes estão os de 2007, quando a seleção chegou à final da Copa do Mundo após vencer os russos por 3 sets a 1. No mesmo ano, o sétimo título da Liga Mundial foi conseguido na final contra a Rússia, também por 3 sets a 1. No torneio olímpico de 2004, outra vitória, ainda na fase classificatória, desta vez por 3 sets a 0. Vitórias
contra o rival
Mesmo com 4 vitórias a menos no retrospecto contra o Brasil, os russos venceram a maioria das partidas disputadas entre as duas seleções em Copas do Mundo. Foram ainda campeões da Liga Mundial em 2002, após vencerem o Brasil numa partida que ficou marcada pela má atuação da equipe brasileira. A Rússia também levou a melhor sobre os brasileiros na Copa do Mundo de 1999, quando foi campeã do torneio.

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