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Quem é quem

O status de homem mais poderoso do planeta mudará de dono no próximo dia 4 de novembro. Os Estados Unidos podem eleger o primeiro presidente negro ou o mais idoso a conquistar um primeiro mandato para a Casa Branca. O candidato dos democratas, jovem e carismático, levanta a bandeira da mudança. O republicano, experiente e mais pragmático, carrega o peso de ser candidato da situação num cenário de forte rejeição ao atual presidente. Qual deles se tornará o próximo líder da maior potência do mundo?


 Barack Hussein Obama Jr.
 Senador eleito por Illinois (desde 2005)
 47 anos (Honolulu, Havaí, 4/8/1961)
 Filho de um economista do Quênia e de uma
 antropóloga e pesquisadora do Kansas
 Advogado formado pelas universidades de
 Columbia e Harvard
 Casado, duas filhas (Malia Ann e Sasha)
 Ex-integrante da Igreja Unida de Cristo e morador
 de Chicago, Illinois
 • Site oficial: www.barackobama.com

 John Sidney McCain III
 Senador eleito pelo Arizona (desde 1986)
 72 anos (Coco Solo, Panamá, 29/8/1936)
 Filho de um oficial da marinha e de uma dona-de-
 casa, ambos de ascendência européia
 Graduado pela Academia Naval Americana
 Casado, sete filhos (Douglas, Andrew, Sidney,
 John, Meghan, James e Bridget) e quatro netos
 Freqüentador da Igreja Batista e morador
 de Phoenix, Arizona
 • Site oficial: www.johnmccain.com

Ser o primeiro negro a presidir os EUA, promovendo uma renovação nos quadros do Partido Democrata e consolidando um novo movimento político entre os americanos. A ambição Manter o Partido Republicano no poder, recuperando a imagem da corrente mais conservadora da política americana, arranhada pelos dois mandatos de George W. Bush.
Aproveitar-se de um desejo e de uma preocupação dos americanos. Obama apóia-se na sede de mudança de boa parte da população do país depois de dois mandatos de George W. Bush, apresentando-se como alternativa de renovação na política. Além disso, mudou o foco da campanha para a economia, uma das principais preocupações americanas. A estratégia Segurança é a palavra-chave na campanha de McCain, um ex-combatente da Marinha. O senador colocou a segurança nacional e a política externa no centro de sua campanha. Ele se apresenta como um líder experiente, capaz de lidar com qualquer ameaça externa. Também afirma ser o mais preparado para tirar os EUA do atoleiro da guerra do Iraque.
O vice na chapa de Obama é o senador pelo estado de Delaware Joe Biden. A escolha foi anunciada no dia 23 de agosto. Biden está em seu sexto mandato no Senado e é um dos políticos há mais tempo na Casa. Ele chegou a lançar seu nome para disputar a presidência em 2008, mas abandonou a disputa logo após as primárias de Iowa. Desde então, apóia Obama. Aos 65 anos, Biden se destaca pela experiência em assuntos internacionais. É o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado. O candidato a vice A escolha de McCain surpreendeu: Sarah Palin, de 44 anos, governadora do Alasca, não estava na lista dos mais cotados, mas foi escolhida para completar a chapa republicana. Em seu primeiro mandato como governadora, cargo que assumiu no fim de 2006, ela é desconhecida nos EUA. É casada, tem cinco filhos e se opõe fortemente ao aborto. Por ser mulher e jovem, poderia atrair votos de indecisos e de democratas desiludidos com a derrota da senadora Hillary Clinton nas primárias do partido de oposição.


A imagem de grande promessa para o futuro da gestão pública americana, atraindo os votos dos eleitores mais jovens e dos insatisfeitos com o continuismo na política. Ele consegue despertar uma sensação de mudança e motivar jovens. Isso é importante porque, nos EUA, o voto é facultativo.
O que pode ajudar na eleição

Além de sua experiência na política, o fato de ter sido o principal adversário de George W. Bush pela candidatura republicana às eleições de 2000. Para os eleitores do partido, ele pode representar tudo o que Bush não foi. Suas posições mais moderadas podem conquistar os eleitores independentes.
A imagem de candidato jovem e iniciante. Para muitos, não tem a experiência necessária para comandar a nação mais poderosa do mundo. Obama tornou-se senador em 2004, e, como um político jovem, poderia ter tentado tornar-se mais influente antes de disputar a Casa Branca. As primárias também deixaram claro a fragilidade de Obama entre os hispânicos e os trabalhadores brancos. Além disso, ao contrário do que se pode pensar, os eleitores de Hillary não têm se mostrado convencidos em passar seus votos para Obama. Para o senador, é indispensável conquistar a adesão do eleitorado de Hillary. O que pode atrapalhar A dificuldade em desvincular sua imagem da de Bush. O apoio declarado do atual presidente americano a McCain causa preocupação dentro do próprio Partido Republicano. Os dois fazem raras e breves aparições em público, sempre evitando o contato com a imprensa. McCain já chegou a criticar a postura de Bush diante do desastre provocado em Nova Orleans pelo furacão Katrina, e já declarou seu apoio a medidas contra o aquecimento global criticadas pelo presidente americano. O voto dos eleitores típicos de Bush, porém, é necessário para a eleição de McCain. Sua dificuldade resiste em distanciar sua imagem de Bush sem afastá-los.
Taxar os lucros inesperados das petrolíferas, além do fim dos cortes de impostos do governo Bush aos mais ricos; investimento bilionário no setor de energia renovável; 60 bilhões de dólares nos próximos 10 anos para refazer a infra-estrutura americana; renegociação do Nafta e cancelamento das negociações de acordo comercial com a Colômbia. Obama apresentou seis "princípios essenciais de reforma" que dariam ao Federal Reserve, o banco central americano, autoridade para supervisionar qualquer instituição financeira capaz de disponibilizar crédito, e defende reformas que tornem mais ágil o trabalho das autoridades reguladoras do setor. Promessas para a economia Suspensão do imposto federal sobre a gasolina e o diesel durante o verão; gastar 10 bilhões de dólares para ajudar alguns mutuários a renegociar suas dívidas imobiliárias; corte de impostos para a classe média, dobrando para 7.000 dólares a isenção por dependente; sistema tributário mais simples, com duas alíquotas e uma generosa dedução-padrão; apóia um caráter permanente para as reduções de imposto de renda adotadas em 2001 e 2003; e cortar o imposto de renda corporativo de 35% para 25%, além de autorizar que as empresas deduzam despesas de capital.
Manifestou sua oposição à invasão do Iraque desde o começo, mas não era senador na época da votação decisiva; votou contra o aumento no número de soldados; fala em retirar uma ou duas brigadas por mês, concluindo a remoção das tropas em 16 meses. Posição sobre a guerra do Iraque Acredita que é um dever moral dos Estados Unidos permanecer no Iraque até que o país se torne capaz de governar e de proteger seu próprio povo. Discorda fortemente daqueles que defendem a retirada das tropas americanas até que essa situação esteja resolvida.
O fato de se opor à guerra do Iraque - como a maioria da população americana - e prometer a retirada dos soldados americanos do país, além do cansaço e do desejo de renovação dos americanos após dois mandatos seguidos do Partido Republicano. Maior arma contra o rival A fama de manter um controle rígido do dinheiro dos contribuintes, além de ter sido um herói de guerra. McCain passou cinco anos preso durante a Guerra do Vietnã, foi torturado e se recusou a aceitar sua libertação enquanto seus companheiros não fossem soltos.
A imprevisibilidade de um eventual governo Obama. Não se sabe como ele formaria seu ministério, como conduziria a política externa e como responderia às pressões dos rivais políticos. Sua conduta num cargo mais alto é uma incógnita. Ponto vulnerável A rejeição que encontra dentro do próprio partido e entre os eleitores evangélicos. McCain já propôs dar anistia aos imigrantes ilegais, projeto que desenvolveu ao lado do democrata Edward Kennedy, a contragosto de boa parte de sua legenda.
Venceu as primárias democratas com 1.763 delegados, contra os 1.640 de Hillary Clinton. Conquistou estados importantes, como Virginia e Washington D.C. A acirrada disputa entre Hillary e Obama pela indicação só terminou em 6 de junho, quando, após perder na Carolina do Norte, a senadora desistiu de sua candidatura. Em seu discurso da vitória, homenageou Hillary.

Trajetória nas primárias Conquistou a nomeação republicana com as votações da "superterça", em 4 de março, quando os eleitores de Texas, Ohio, Rhode Island e Vermont foram as urnas declarar sua preferência para as eleições gerais. Com isso, venceu Mike Huckabee e obteve o apoio dos 1.191 delegados necessários para sua indicação. Seu discurso da vitória ocorreu em New Hampshire.

Oprah Winfrey, Michael Jordan, Stevie Wonder, Denzel Washington, Sharon Stone, Will Smith, Scarlett Johansson, George Clooney, Brad Pitt, Bruce Springsteen, Jay-Z, Spike Lee, David Geffen, George Soros, Jane Fonda. Eleitores famosos Sylvester Stalone, Tom Selleck, Curt Schilling, Wilford Brimley, Heid Montag. O partido republicano, como um todo, não foi alvo de muita generosidade em Hollywood. Quando se trata de estrelas, poucas se dizem fãs do partido.


A senadora Hillary Clinton, que, durante discurso na Convenção Democrata, defendeu a união do partido em torno do nome de Obama. Também apóiam Obama os senadores Ted Kennedy, John Kerry e Chris Dodd; os deputados Rick Boucher e Patrick J. Kennedy; os governadores Bill Richardson (Novo México), Tim Kaine (Virgínia) e Janet Napolitano (Arizona); prefeitos Richard Daley (Chicago) e Adrian Fenty (Washington).
Adesão de políticos

O presidente George W. Bush, o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, que desistiu de sua candidatura em favor de McCain; governadores de Louisiana, Bobby Jindal, e da Califórnia, Arnold Schwarzenegger; o ex-governador de Massachussets, Mitt Romney, que também abandonou a corrida pela indicação republicana, e o senador Joe Lieberman (New Hampshire), além do ex-presidente George Bush.
Nova York, Washington, Washington D.C., Califórnia, Illinois, Oklahoma, Kentucky, Havaí, Maine, New Hampshire, Rhode Island, Vermont, Massachussets, Connecticut, Nova Jersey, Pensilvânia, Delaware, Michigan, Minessota, Indiana, Wisconsin, Maryland. Estados em que o partido costuma vencer Flórida, Texas, Virgínia, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Colorado, Nevada, Arizona, Alabama, Alasca, West Virginia, Missouri, Arkansas, Ohio, Georgia, Delaware, Utah, Idaho, Montana, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Wyoming, Tenessee, Kansas, Louisiana.
Virginia, já que cogita para o cargo de vice-presidente o governador Tim Kaine, e Carolina do Norte, estado onde mantém uma intensa campanha. Estados que pode roubar do rival Nova Jersey e Michigan, estados onde obteve excelentes resultados em pesquisas de intenção de voto, chegando a aparecer à frente de Obama.