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Quem é quem

Todo brasileiro que gosta de esportes tem uma certeza: vive no país do futebol e tem a melhor seleção de todo o mundo. Mas o argentino tem essa mesma opinião sobre seu país. Essas convicções só são abaladas em duas situações: após eliminações em Copas ou às vésperas de uma partida entre as duas seleções rivais. Em Pequim, a Argentina tenta defender o seu título, conquistado em 2004. O Brasil tenta conquistar o único título que falta na estante da CBF: uma medalha de ouro olímpica.


 Goleiros: Diego Alves (Almería, Espanha) e Renan (Internacional)
 Defensores: Alex Silva (São Paulo), Breno (Bayern, Alemanha), Thiago Silva (Fluminense), Ilsinho (Shakhtar, Ucrânia), Rafinha (Schalke 04, Alemanha) e Marcelo (Real Madrid, Espanha)
 Meias: Anderson (Manchester U., Inglaterra), Hernanes (São Paulo), Lucas (Liverpool, Inglaterra), Ramires (Cruzeiro), Diego (Werder B., Alemanha), Thiago Neves (Fluminense) e Ronaldinho Gaúcho (Milan, Itália)
  Atacantes: Alexandre Pato (Milan, Itália), Jô (Manchester City, Inglaterra) e Rafael Sobis (Real Bétis, Espanha)

 Goleiros: Ustari (Getafe, Espanha) e Romero (AZ Alkmaar, Holanda)
 Defensores: Monzón (Boca Juniors), Fazio (Sevilla, Espanha), Pareja (Anderlecht, Bélgica), Garay (Racing de Santander, Espanha) e Zabaleta (Espanyol, Espanha)
 Meias: Mascherano (Liverpool, Inglaterra), Riquelme (Boca Juniors), Gago (Real Madrid, Espanha), Banega (Valencia, Espanha), Sosa (Bayern, Alemanha), Buonanotte (River Plate)
 Atacantes: Agüero (Atlético de Madrid, Espanha), Messi (Barcelona, Espanha), Acosta (Sevilla, Espanha), Lavezzi (Napoli, Itália) e Di María (Benfica, Portugal)

Principal seleção de futebol do planeta, o Brasil é conhecido por ter revelar jogadores como Pelé, Garrincha, Ronaldo, Romário, Zico e outras dezenas de craques. Detentor de cinco títulos de Copa do Mundo (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), oito de Copa América e duas Copas das Confederações, é o maior vencedor da história do futebol, mas ainda carece de uma medalha olímpica (tem só duas pratas). Escola de futebol Uma das seleções mais bem-sucedidas do mundo, já conquistou os quatro grandes títulos do futebol: Copa do Mundo (1978 e 1986), Jogos Olímpicos (2004), Copa das Confederações (1992) e seu campeonato continental (14 vezes títulos da Copa América). Só a França tem essa marca. Também é um país famoso por revelar grandes jogadores, como Maradona e Di Stéfano. Faz com o Brasil um grande clássico.
O único título que falta na estante da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é justamente a medalha de ouro olímpica. A seleção foi duas vezes medalha de prata (em Los Angeles, em 1984, e em Seul, em 1988) e uma vez medalha de bronze, em 1996, após ser desclassificado pela Nigéria. Histórico em Olimpíadas A seleção argentina tem três medalhas olímpicas: duas pratas (Amsterdã, em 1928, e Atlanta, em 1996) e um ouro (nos Jogos de Atenas, disputados em 2004). Na última Olimpíada, a Argentina se consagrou vencendo todos os jogos e tendo o melhor ataque da competição. Não levou um gol sequer.
A camisa amarela é a mais tradicional do mundo. Isso pode jogar a favor da equipe que vai a Pequim. Outro ponto favorável é a habilidade de alguns atletas, que pode salvar o péssimo desempenho tático dos times de Dunga. Pontos fortes A seleção da Argentina se preparou para as Olimpíadas desde o início de 2008. Com alguns amistosos no currículo e um time pré-selecionado em março deste ano, a seleção tem tudo para se tornar a bicampeã olímpica.

Tem um técnico inexperiente e um grupo desentrosado e pouco preparado para disputar as Olimpíadas. A CBF pouco se importou com Pequim e, mais preocupada com os amistosos que dão dinheiro à entidade, não guardou no calendário datas para os jogos de preparação da seleção olímpica.

Pontos fracos Os dois grandes astros da equipe, Messi e Riquelme, não se falam. O fato pode trazer um certo desconforto para a seleção. Os argentinos também podem sentir a pressão da torcida, já que não ganham um título há algum tempo com a seleção principal. A última grande vitória foi o ouro em 2004.



Dunga
Capitão da seleção na Copa de 1994, chamava atenção pela liderança no campo. Essa liderança foi fator decisivo para que o ex-jogador se tornasse técnico da seleção brasileira sem ter nenhuma experiência no cargo. Com a missão de mexer com o brio dos jogadores e fazer com que renascesse o amor pela seleção, Dunga renovou o time. Após dois anos, ele acumula um título de Copa América e muitas críticas. É fraco na parte tática e não sabe lidar com astros como Kaká e Ronaldinho. Pode perder o cargo se fracassar com a seleção em Pequim.

Técnicos



Sergio Batista
O técnico da seleção principal da Argentina não aceitou dirigir a equipe que disputará os Jogos Olímpicos de Pequim. Oficialmente, Alfio Basilie não quis acumular as funções porque estaria ocupado com os preparativos para as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Com isso, Sergio Batista, que foi campeão mundial pela Argentina em 1986 e vice em 1990, vai comandar o time favorito ao título em Pequim. Antes da definição, Batista comandava a seleção sub-20 e era coordenador das equipes de base da Argentina.



Alexandre Pato
Nascido em 1989, Alexandre Rodrigues da Silva carrega o apelido de Pato por ter nascido na cidade de Pato Branco. Despontou no cenário mundial ao marcar um gol na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, pelo Internacional de Porto Alegre. O gol lhe rendeu um recorde: é o jogador mais jovem (com 17 anos e 102 dias) a marcar gols numa competição oficial adulta da Fifa. Antes dele, o recorde era simplesmente de Pelé. Em agosto de 2007, um mês antes de completar 18 anos, foi contratado pelo Milan, da Itália, por 20 milhões de dólares. Estreou pela seleção principal do Brasil em 26 de março de 2008, contra a Suécia. Entrou no segundo tempo e fez o gol da vitória, encobrindo o goleiro.
O destaque

Lionel Messi
Lionel Andrés Messi, maior astro argentino no momento, nasceu em 1987 e é apontado por alguns críticos como o sucessor de Maradona. Conhecido por sua habilidade fora do comum, ele foi contratado pelo Barcelona quando tinha apenas 13 anos. Desde então, passou por todas as categorias de base do time espanhol, até chegar, aos 16 anos, ao time principal do Barcelona. No Mundial Sub-20, em 2005, Messi foi campeão com a Argentina, além de artilheiro e também o melhor do campeonato. Em 2006, Messi disputou a Copa do Mundo da Alemanha e, em 2007, foi escolhido o segundo melhor jogador do mundo, perdendo o prêmio da Fifa para o meia brasileiro Kaká.


Ronaldinho Gaúcho
Eleito duas vezes o melhor jogador do mundo, em 2005 e 2006, o meia Ronaldinho Gaúcho nunca deslanchou na seleção brasileira. Apesar de ter no currículo uma conquista de Copa do Mundo, em 2002, sempre jogou na seleção menos do que se esperava dele. Por isso, gaúcho é mais lembrado pelo fracasso de 2006 do que pelo sucesso de 2002. Nos últimos dois anos, enfrentou problemas técnicos e físicos. Bem acima do peso e fora de forma, o jogador, contratado pelo Milan, da Itália, terá em Pequim uma boa chance de enfim ser a figura central de uma seleção brasileira.
A incógnita

Riquelme
Juan Román Riquelme tem tudo para ser a grande estrela da seleção argentina, mas ainda não é. Essencial para o Boca Juniors, o jogador nunca despontou em equipes na Europa ou foi unanimidade na seleção nacional. Uns dizem que o motivo é seu temperamento difícil: no Boca, ele manda; na seleção, é um dos astros. Para outros, ele não agüenta todo o peso da camisa 10 da Argentina. De qualquer forma, é peça fundamental de muitos títulos do Boca e ainda está devendo na seleção. Na China, poderá provar seu valor e conquistar o seu primeiro título pela seleção.
Grupo C: Brasil, Bélgica, China e Nova Zelândia
O primeiro colocado deste grupo jogará as quartas-de-final contra o segundo colocado do grupo D, composto por Camarões, Honduras, Itália e Coréia do Sul. Na semifinal, o confronto poderá ser contra a Argentina.
Caminho
para o ouro
Grupo A: Argentina, Austrália, Costa do Marfim e Sérvia
O primeiro colocado deste grupo jogará as quartas-de-final contra o segundo colocado do Grupo B, composto por Estados Unidos, Holanda, Japão e Nigéria. Na semifinal, o confronto poderá ser contra o Brasil.
A seleção é uma incógnita. Por sua camisa e seu time, seria uma favorita à medalha de ouro. Por conta da preparação inexistente (o time só começou a ser montado agora) e do inexperiente Dunga, pode voltar cedo para casa. Chance de conquistar uma medalha Com uma preparação fora do comum (o time foi pré-selecionado em março de 2008) e um técnico exclusivo para trabalhar com a equipe olímpica, a seleção da Argentina chega à Pequim como a grande favoritas a outro ouro.

  Futebol Feminino
Se no futebol masculino o vento está soprando mais forte para o lado dos argentinos, no feminino as brasileiras levam vantagem num possível choque com as "hermanas". Atual vice-campeã mundial, a seleção brasileira é uma das favoritas ao título deste ano. Quarta colocada em 1996 e 2000, o Brasil ficou com a prata em 2004, ao perder para os Estados Unidos na decisão – o troco veio três anos mais tarde, em 2007, quando as brasileiras bateram as americanas na final dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e depois na semifinal da Copa do Mundo. As argentinas estão num nível bem inferior.

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