VEJA revelou em agosto ação de Mantega como operador de caixa 2

Nome do ex-ministro da Fazenda, alvo hoje da 34ª fase da Operação Lava Jato, foi citado pelo marqueteiro João Santana nas negociações para acordo de delação

Era 10 de agosto quando VEJA revelou a safra de delações em vias de serem consolidadas pela força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. Além das aguardadas revelações do empreiteiro Marcelo Odebrecht, que listou em um de seus anexos uma reunião em que o presidente Michel Temer discutiu apoio financeiro ao partido, o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura se dispôs a contar como dois ex-ministros de Lula e Dilma, Antonio Palocci e Guido Mantega, atuavam como operadores do caixa dois das campanhas presidenciais petistas.

Hoje Mantega foi o alvo principal da 34ª fase da Operação Lava-Jato. Ele foi apontado pelo ex-bilionário Eike Batista como o autor de um pedido de doação de 5 milhões de reais para supostas dívidas de campanha. Para o Ministério Público, há fortes indicativos de que o dinheiro era propina para o PT.

Capa de VEJA - 10 de agosto de 2016: 'Odebrecht cita Temer; Marqueteiro destrói Dilma'

Em suas negociações para a colaboração premiada, João Santana, conforme informou VEJA, pretende dizer aos investigadores que o próprio Guido Mantega havia se encarregado de negociar o caixa paralelo na campanha de Dilma em 2014, uma forma de o marqueteiro, ao contrário do que aconteceu em 2010, não ter atrasos no pagamento por seus serviços. Antonio Palocci, que fazia dobradinha com Mantega na arrecadação de recursos, é o personagem principal de um dos capítulos da delação de João Santana. Nele, além da “conta” que o ex-ministro detinha com empresas investigadas no petrolão, Palocci seria delatado ao lado do braço-direito Juscelino Dourado, que distribuía parte do dinheiro do caixa dois.

Veja também: Santana destrói Dilma em negociação de delação premiada

Além da dupla Palocci-Mantega, a delação de João Santana tem potencial explosivo por atingir também outros flancos petistas, como a senadora e ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, apontada pelo marqueteiro como beneficiária de uma tesouraria clandestina para arrecadação de campanha, e o atual prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Quarto candidato na corrida eleitoral de outubro, Haddad, segundo João Santana, pagou parte de seus serviços via caixa dois bancado por empresas do petrolão.

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