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Teori pede ‘harmonia’ entre procuradoria e PF na Lava Jato

Em despacho, ministro do Supremo evitou interferir no embate entre as duas instituições sobre a condução das investigações do escândalo

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta quinta-feira que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República atuem de forma “harmoniosa” na condução das investigações da Operação Lava Jato. Relator do processo do escândalo do petrolão no Supremo, Teori evitou interferir no embate entre os dois órgãos sobre o andamento da investigação. Para o magistrado, a PF e a procuradoria devem se entender sozinhos sobre as atribuições de cada um.

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O posicionamento do ministro apareceu no despacho em que Teori autoriza pedidos de prorrogação por mais sessenta dias em vinte dos 26 inquéritos que tramitam na Corte. “É do mais elevado interesse público e da boa prestação da Justiça que a atuação conjunta do Ministério Público e das autoridades policiais se desenvolva de forma harmoniosa, sob métodos, rotinas de trabalho e práticas investigativas adequadas, a serem por eles mesmos definidos”, declarou o ministro. Teori completou ainda que não é sua função “delimitar campos de atuação de autoridades”.

Na queda de braço entre as duas instituições pelo controle da investigação, a Procuradoria-Geral chegou a pedir a pedir ao Supremo que os policiais federais prestassem contas semanais do andamento da Lava Jato – Teori não entrou no mérito da questão. O método de apuração e as agendas de depoimentos são os principais pontos de divergência entre procuradoria e PF na investigação de políticos envolvidos no petrolão.

(Da redação)