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Administração Doria reduz em 53% atendidos por Leve Leite

No novo modelo, programa será baseado famílias em situação de pobreza e extrema pobreza; quantidade de leite fornecida também diminuirá

A Prefeitura de São Paulo, na gestão do prefeito João Doria (PSDB), vai reduzir em 53% o número de crianças e adolescentes beneficiados pelo programa Leve Leite, diminuindo também os gastos com a iniciativa, a partir de março deste ano. O projeto, que distribui gratuitamente leite para alunos da rede municipal de ensino, foi criado pela Prefeitura em 1995, com o objetivo de combater a desnutrição e diminuir o índice de evasão escolar.

Segundo números da Secretaria Municipal de Educação, no novo modelo, o critério será baseado nos registros do Cadastro Único – que aponta as famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. O leite será entregue para um total de 431,7 mil beneficiários, de até seis anos, sendo 223,2 mil matriculadas na rede municipal e 208,4 mil não matriculadas, mas que também são classificadas como estando em situação de pobreza. O número de atendidos em 2017 vai corresponder a 47% do total de atendidos pelo programa no ano passado.

Antes, os alunos matriculados entre a educação infantil e o ensino fundamental, com até dezesseis anos, e com, no mínimo, 90% de frequência nos meses anteriores à entrega do leite eram considerados aptos a receber o benefício. No ano passado, 916,2 mil estudantes foram beneficiados.

A justificativa da Prefeitura para o benefício não atingir mais os estudantes de sete a dezesseis anos é a “baixa necessidade do leite como complemento nutricional” nessa faixa etária. Além disso, o governo municipal propõe aumentar a frequência com que o leite é servido nas refeições das unidades escolares, passando a cinco vezes por semana, com “alteração do produto para maior concentração de cálcio”

Menor quantidade

Além da amplitude da faixa etária, a quantidade de leite distribuída por aluno também vai diminuir. Hoje, todos os matriculados recebem dois quilos de fórmula infantil, até um ano de idade, ou de leite em pó, a partir de um e até os dezesseis.

Após a reformulação, serão 1,2 quilos da fórmula infantil até um ano e um quilo entre um e seis. Para os que estão fora da rede municipal seguirão sendo dois quilos, nos dois casos. Sobre a redução, a Prefeitura alega que, para os alunos que estudam em escolas municipais, as unidades já oferecem o leite na quantidade adequada, “de maneira que o leite entregue servirá para os finais de semana”, enquanto para as de fora, em situação de pobreza, “a quantidade busca reduzir o déficit de cálcio numa dieta que pode não ser adequada à Primeira Infância.

Em 2016, o orçamento do Leve Leite foi de 310,04 milhões de reais. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, para manter o mesmo do ano passado, beneficiando 960 mil crianças, o custo estimado seria de 330,74 milhões. No entanto, a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2017 destinaria apenas 147,4 milhões de reais para a execução do programa.

(Com Agência Brasil)

Comentários

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  1. Atsushi Shiino

    Já vi mãe de família de classe média alta com esse pacote de leite. Certamente isso indica de há desvio de função na distribuição desse leite.

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  2. Maurici Spindola

    MANCHETE COMO SEMPRE TENDENCIOSA E ALARMISTA. Pegou fogo na caixa….aí vem o complemento na matéria, Era apenas uma caixa de sapato que alguém queimou. Oras, aprendam a dar a notícia com menor impacto . Vou ajudar vocês a redigirem com imparcialidade a mesma manchete. DÓRIA MANTERÁ O PROGRAMA LEVE LEITE PARA ALUNOS DO FUNDAMENTAL I , DEMAIS SERÃO CORTADOS”. Viu como é fácil ser imparcial? Deram a notícia e quem quiser se aprofundar leia a matéria toda.

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  3. Democrata Cristão

    Tem que diminuir mesmo, só fornecer para criança pequena e que realmente precisa, pois as grandes não tomam leite, minha espoa é professora e me conta que as crianças grandes não tomam o leite porque não gostam, aí a família vende o leite e vai compra outros coisas como, por exemplo, cigarros. Uniforme dado pela Prefeitura? As crianças rasgam tudo se arrastando pelo chão. No meu tempo o uniforme era uma calça jeans de qualquer marca comprado de “bacia” no Brás e uma camiseta branca e só. Essas coisas “dadas” só fazem a população ficar dependente do Estado. Pobre precisa de emprego e estudo. Só!

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  4. Como a veja queris noticiar:Doria coxinha,tira leite da boca das criançinhas que irao morrer de desnutriçao.

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  5. Mauricio Reppetto

    A Prefeitura não tirou o leita de ninguém, a má fé esquerdopata ativista engajada é que está vendo algo que não está acontecendo. Vamos bater bumbo!!!!

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  6. Kati Negrini

    Dóris está correto. Jovens de 16 anos já podem começar a trabalhar. Se ele fez isso é provável que identificou desvios tb. E, além disso, tem que adequar este programa ao orçamento que a cidade tem. Corretíssimo!

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  7. Kati Negrini

    Corrigindo meu comentário anterior, Dória.

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  8. Ronaldo Serna Quinto

    Com dezesseis anos o cabra não precisa de leite, precisa de trabalho pra não ficar dependendo dos outros!!!

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  9. Parabéns ao João Dória. Está ensinando como se faz política séria, sem populismo barato. A maioria dos que recebem trocam o leite por voto. Um comerciante conhecido me mostrou como funciona. O caminhão entrega o leite em favelas e lugares pobres para um “iluminado” semialfabetizado que aprendeu a contar até dez. Esse indivíduo colocado lá pelo PT ou PSTU faz um “cadastro” em um caderno velho e sujo com o nome das pessoas que podem receber o leite, desde que se comprometam a votar em candidato indicado por ele. Muitas pessoas de classe média recebem, além de outras pessoas que trocam as latas por cigarros e bebidas no comércio local.
    Dória é a diferença entre um político e um administrador sério.

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