Sessão da CPI da Merenda tem confusão durante depoimentos

Estudantes e PMs entraram em confronto nos corredores da Alesp. A comissão deve ouvir nesta quarta o presidente da Casa, Fernando Capez (PSDB)

Houve confusão e bate-boca entre estudantes e policiais militares na manhã desta quarta-feira durante a entrada das pessoas que acompanham a sessão da CPI da Merenda, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A PM teve que usar gás de pimenta para dispersar os manifestantes.

A comissão deve ouvir nesta quarta o presidente da Casa, Fernando Capez (PSDB), acusado de ser beneficiário do esquema de desvio de recursos em contratos da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) com o governo Geraldo Alckmin (PSDB) e prefeituras paulistas para compra de suco de laranja da merenda escolar. O depoimento de Capez é o mais esperado, ele nega a acusação.

Um grupo ligado à União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) que havia acampado durante à noite desta terça-feira em frente à Alesp para tentar garantir lugar no plenário onde ocorrem os depoimentos da CPI foi barrado por PMs na entrada da sala porque já havia uma fila de pessoas com senha de acesso ao local.

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Pouco depois, deputados do PT abandonaram a sessão da CPI da Merenda alegando que um parlamentar do partido, deputado Zico Prado, estava sendo impedido pela PM de entrar no plenário. Houve empurra-empurra e muita confusão nos corredores do prédio e um cinegrafista chegou a cair enquanto filmava o confronto. O grupo de estudantes secundaristas envolvido na confusão é o mesmo que acampou em maio no plenário da Alesp para pressionar os deputados a instalarem a CPI.

O presidente da CPI, Marcos Zerbini (PSDB), suspendeu a sessão, que já havia começado com o depoimento de Luiz Carlos Gutierrez, o Licá, ex-assessor de Capez. Em seguida, os deputados foram para a sala do presidente da Casa negociar uma solução para continuar a comissão.

A bancada do PT quer que o depoimento do presidente da Alesp seja tomado em um plenário maior da Casa para que mais pessoas possam acompanhá-lo. Zerbini afirma que isso causará tumulto e atrapalhará os depoimentos. Mais cedo, ele já havia mandado a PM retirar da sala manifestantes que gritavam contra Licá.

O presidente da Alesp foi citado pelo lobista Marcel Ferreira Júlio em acordo de delação premiada com o Ministério Público Estadual (MPE) como beneficiário do esquema de propina paga pela Coaf a agentes públicos e políticos para obter contratos superfaturados com a Secretaria Estadual da Educação e prefeituras paulistas para fornecimento de suco de laranja.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Januario Neto Souza Neto

    Em São Paulo a bandidagem do PSDB tem cobertura dos movimentos financiados pela fiesp, Policia Militar e e midias, parte do ministerio publico, justiça seletiva… Tá tudo dominado pode roubar quadrilha do PSDB o aparelho paulista é de vocess!

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  2. A PM nunca entra em confronto, mas dá ordem legal e se desobedecida, reestabelece a ordem pública. Isso é constitucional, simples e correto. Qualquer outra coisa é a destruição da autoridade feita pela imprensa. Mas o que não é constitucional é a Alesp ter um corpo policial privativo. Isso é desvio de finalidade e inconstitucional. Isso não é função da PM.

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