Sentença contra Lula segue ‘padrão Moro’

Levantamento exclusivo mostra que, ao contrário do que acusa petista, condenação obedeceu aos mesmos critérios adotados pelo juiz em outros casos

Não fosse o seu caráter histórico, as 218 páginas de texto e as profusas 90 mil páginas que ela contém, a sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Lula seria, por sua forma e conteúdo, apenas uma decisão ordinária – mais uma entre as 260 já anunciadas pelo magistrado desde o início da Lava Jato. É o que mostra um levantamento produzido pelos pesquisadores  do projeto Supremo em Números da FGV do Rio de Janeiro.

A pedido de VEJA, os pesquisadores analisaram ao longo de um mês, e com a ajuda de algoritmos, 1 913 decisões do magistrado tomados nos últimos três anos. O resultado contraria o que dizem Lula e seus aliados – que a sentença do petista foi fruto de um julgamento “de exceção”. Os números da FGV mostram que a condenação de Lula obedeceu os mesmíssimos critérios aplicados aos outros réus da Lava Jato.

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