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Risco de protesto no Maracanã preocupa Secretaria de Grandes Eventos

Órgão responsável pela segurança da Copa das Confederações trabalha com a possibilidade dos manifestantes chegarem às imediações do estádio, mas informa que não aumentará o efetivo de segurança

O risco de a manifestação programada para esta quinta-feira chegar às imediações do Maracanã está sendo discutido há dois dias por representantes da Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos (Sesge). Os organizadores do ato afirmaram que os manifestantes caminharão da Candelária à prefeitura, na Cidade Nova, mas a secretaria já trabalha com a possibilidade do protesto se estender até o estádio, onde acontece o jogo entre Espanha e Taiti pela Copa das Confederações.

Apesar do risco, a Sesge informou que não reforçará a segurança no Maracanã e nas imediações do estádio. Segundo a secretaria, o efetivo será o mesmo utilizado no jogo do último domingo, entre México e Itália: 2.000 agentes, entre homens da Força Nacional, policiais, bombeiros e guardas municipais. O efetivo completo estará nas ruas quatro horas antes e até cinco horas após o jogo, marcado para começar às 16 horas.

De acordo com a secretaria, se os manifestantes de fato prosseguirem até o Maracanã, o efetivo da Polícia Militar encarregado de fazer a segurança no percurso do protesto se deslocará para o estádio. A PM, por sua vez, não divulgou o número de policiais destacados para evitar protestos violentos. Há dois dias, o planejamento está sendo discutido pelo comando da corporação.

No último domingo, um protesto nos arredores do Maracanã, onde estava sendo realizado o jogo entre México e Itália, terminou em confusão e manifestantes se abrigaram na Quinta da Boa Vista, onde o Batalhão de Choque lançou bombas de gás lacrimogêneo e fez disparos com balas de borracha. A ação da polícia deixou famílias que frequentam o parque em desespero.

Preparação – Vários prédios públicos do Rio amanheceram cercados com grades e tapumes. Ao redor do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, há duas fileiras de alambrados, isolando as entradas da sede do governo estadual. EStações de metrô também têm segurança reforçada.

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