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PSDB insiste em convocar ministro após veto de Sarney

Pedido apresentado à Comissão Representativa do Congresso foi ignorado pelo presidente do Senado. Tucanos querem levar Paulo Passos à Câmara

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ignorou o requerimento de convocação do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, apresentado pelo PSDB à Comissão Representativa do Congresso. Presidente do colegiado responsável por representar o Parlamento durante o recesso, Sarney não aparece em Brasília desde o fim da semana retrasada. E só deve voltar à capital na quinta-feira. Como o Congresso já retoma as atividades na semana que vem, o pedido perderá o efeito.

Caberia a Sarney convocar a Comissão Representativa para votar os pedidos. Além da convocação de Passos, os tucanos propuseram um convite a Frederico Augusto de Oliveira Dias, indicado do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) que despachava no ministério mesmo sem ter um posto formal. A crise no Ministério dos Transportes teve início depois que VEJA mostrou a existência de um grande esquema de corrupção na pasta comandada pelo PR.

O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), foi ao Senado nesta terça-feira atrás de informações sobre o pedido. Ouviu da secretária-geral da Mesa Diretora, Cláudia Lira, o argumento de que, como o ministro teria trinta dias para escolher a data em que compareceria à Câmara, o recesso de duas semanas seria insuficiente para a convocação.

Após o rápido encontro com Cláudia Lira, Nogueira disse que a decisão causa “muito descontentamento”. E afirmou que o partido vai apresentar, já na próxima terça-feira, os mesmos requerimentos em duas comissões temáticas da Câmara: a de Transportes e a de Fiscalização Financeira e Controle. “Não é possível que o Congresso descumpra seu papel de fiscalização”, declarou o líder do PSDB.

Ele disse ainda que as dezoito baixas no Ministério dos Transportes não são suficientes para resolver o problema. Para Duarte Nogueira, é preciso prosseguir com as investigações, punir os envolvidos e determinar o ressarcimento aos cofres públicos.