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PSC mantém escolha de pastor para Comissão de Direitos Humanos da Câmara

Temas controversos foram retirados da lista de projetos em debate na comissão

A bancada do PSC decidiu pela permanência do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. De acordo com o líder da legenda, André Moura, a decisão foi tomada por unanimidade. Os parlamentares se reuniram nesta terça-feira para avaliar o impacto das manifestações contra o pastor, acusado de racismo e homofobia por partidos de esquerda e grupos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais).

O encontro, que durou cerca de duas horas, teve a participação de Marco Feliciano. “Este é um período difícil e questionamos se ele está em condições de enfrentar tudo isso”, afirmou o deputado Leonardo Gadelha (PSC-PB).

Anunciando que fará um pronunciamento apenas na estreia no comando do colegiado, Feliciano comentou brevemente a decisão do PSC: “Meu partido pediu para que eu ficasse. Eu fico”. Ele nega que seja racista ou homofóbico.

Após uma série de protestos de ativistas e de um grupo de deputados, projetos sobre temas controversos foram retirados da pauta de votações inicialmente divulgada pela Comissão de Direitos Humanos para a reunião desta quarta-feira. Um dos projetos de lei que constava da pauta inicial e foi suprimido aborda os crimes resultantes de discriminação e preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS).

Também estavam previstas deliberações sobre o projeto que penaliza a discriminação contra heterossexuais, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o que dispõe sobre a convocação de plebiscito para responder a pergunta: “Você é a favor ou contra a união civil de pessoas do mesmo sexo?”.

Questionado sobre a mudança, Marco Feliciano limitou-se a dizer que a pauta de quarta-feira será “bem produtiva e bem positiva”.

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