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‘Prefiro morrer a cumprir pena no Brasil’, diz Pizzolato

Relato foi feito pelo senador italiano Carlo Giovanardi, que visitou o mensaleiro nesta segunda-feira na prisão em Modena, no norte da Itália

O mensaleiro Henrique Pizzolato, condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, afirmou que prefere morrer a cumprir pena de prisão no Brasil, segundo relato do senador italiano Carlo Giovanardi, que esteve nesta segunda-feira com ele na prisão. Na iminência de ser extraditado para o Brasil, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil está em uma cadeia de Modena, no norte da Itália, país para onde fugiu para escapar à sentença do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF).

Condenado a doze anos e sete meses, Pizzolato fugiu para a Itália por acreditar que, tendo dupla cidadania, pudesse se livrar da pena no Brasil. Ele alegou ser vítima de um julgamento político no STF. Sua defesa tentou fazer com que ele fosse submetido a um novo processo na Justiça italiana e argumentou que as cadeias brasileiras não tinham condições de recebê-lo. As alegações não convenceram o governo italiano, que autorizou a extradição.

Após encontro com Pizzolato e seu advogado, Alessandro Sivelli, o senador Carlo Giovanardi pediu que o governo Matteo Renzi reavalie sua decisão. “A medida coloca em risco a vida de Pizzolato, que se colocou à disposição de cumprir a pena na Itália”, declarou o senador.