Porto Velho recusa ficha-suja e tenta varrer a marca da corrupção

O petista Roberto Sobrinho, que já foi preso e é considerado inelegível, acabou em quarto lugar na disputa pela prefeitura

Capital de um estado que acumula casos de corrupção, Porto Velho rejeitou neste domingo os nomes mais tradicionais da política rondoniense e levou ao segundo turno na disputa pela prefeitura dois candidatos em início de carreira: o ex-promotor de Justiça Hildon Chaves, conhecido como Dr. Hildon (PSDB), e o deputado estadual Léo Moraes (PTB).

Os dois desbancaram o atual prefeito, Mauro Nazif (PSB), médico eleito em 2012 também carregando a bandeira da renovação política do município. O peessebista, no entanto, não conseguiu solucionar os principais problemas da capital e acabou em terceiro lugar na eleição.

Essa foi a primeira vez que Dr. Hildon disputou um cargo eletivo. Além da bagagem no Ministério Público e a distância de figuras enroladas no estado, também contou a favor do tucano o grande aporte financeiro em sua campanha. Empresário milionário, ele foi o que mais teve receitas para injetar na disputa.

Já o candidato do PTB foi eleito vereador em 2012 e em 2014 deixou o cargo para assumir a cadeira de deputado estadual. Autor de projeto que instituiu o voto aberto em matérias envolvendo a cassação de membros do Legislativo e do Executivo, ele tem como um de seus motes a ética na política.

O eleitor, por outro lado, rechaçou o retorno do petista Roberto Sobrinho à prefeitura. O candidato chegou a ser preso e a ser afastado do Paço Municipal, mas ainda assim tentava a eleição. Ele foi condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça e é considerado ficha-suja, o que o torna inelegível. Toda a campanha de Sobrinho esteve amparada em uma série de recursos judiciais.

Outro que não conseguiu emplacar a candidatura foi Williames Pimentel (PMDB). Chancelado pelo senador Valdir Raupp, alvo da Operação Lava Jato, Pimentel foi preso em 2010 alvo de uma Operação da Polícia Federal que apurava desvios em contratos da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), órgão do qual foi diretor. O processo contra ele foi arquivado, mas ainda assim o episódio é relembrado na capital.