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Patrus diverge de Kátia Abreu e fala em fim de latifúndios

Nova ministra da Agricultura, a senadora ruralista havia afirmado que não existe latifúndio no Brasil e que não aceitará provocações

Nomeado ministro do Desenvolvimento Agrário como um contraponto à escolha da ruralista Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura, Patrus Ananias defendeu nesta terça-feira, durante cerimônia de posse no cargo, avanços para a reforma agrária e a derrubada das “cercas do latifúndio”.

O pronunciamento vai de encontro com a fala de Kátia Abreu, segundo quem o Brasil não precisa acelerar a reforma agrária e que “latifúndio não existe mais”. Após a declaração, dada em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Kátia disse ao tomar posse nesta segunda-feira que não aceitará “provocações” – mas reforçou que está disposta ao diálogo.

“Ignorar ou negar a permanência da desigualdade ou da injustiça é uma forma de perpetuá-los. Por isso, não basta derrubar as cercas do latifúndio. É preciso também derrubar as cercas que nos limitam a uma visão individualista e excludente do processo social”, afirmou hoje Patrus Ananias.

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E como já estava mesmo nessa toada, o ministro deu um passinho a mais e defendeu uma “adequação” do direito de propriedade e de outros direitos fundamentais, como o “interesse público” e o “desenvolvimento integrado e sustentável do Brasil”. “O direito de propriedade não pode ser em nosso tempo um direito inconstratável, inquestionável, que prevalece sobre todos os demais direitos e sobre o próprio direito de realização das possibilidades nacionais”, disse.

Patrus Ananias assumiu o cargo no lugar de Miguel Rossetto, transferido para a Secretaria-Geral da Presidência.