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MPF pede para ouvir mais três testemunhas em processo de Lula

Um dia após o ex-presidente prestar depoimento ao juiz federal Sergio Moro, a força-tarefa disse que a oitiva dessas testemunhas é de "suma importância"

A força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF) pediu ao juiz federal Sergio Moro para que sejam ouvidas mais três testemunhas de acusação em um dos processos em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é réu. O pedido se refere ao caso do tríplex do Guarujá, litoral de São Paulo. O requerimento foi enviado nesta quinta à Justiça Federal do Paraná, um dia depois do interrogatório de Lula em Curitiba.

Segundo o documento, durante os depoimentos de testemunhas e réus foram mencionados nomes de pessoas que teriam conhecimento dos fatos investigados pela ação penal. “A análise do conteúdo de referidos depoimentos demonstrou que se faz de suma importância a oitiva das pessoas supramencionadas”, informou o MPF.

Um dos nomes apontados pela força-tarefa é o de Joilson Santos Goes, funcionário da OAS Empreendimentos. Ele foi citado durante o depoimento do ex-presidente da empresa, Léo Pinheiro, como responsável pela criação do centro de custo “2º Zeca Pagodinho (Praia)” que, segundo Pinheiro, foi utilizado pela empreiteira para lançar as despesas relacionadas a Lula.

 

As outras duas pessoas que o MPF deseja interrogar são a ex-funcionária da OAS Jéssica Monteiro Malzone e o ex-executivo do Grupo Odebrecht Marcio Faria. Os procuradores pedem que Moro autorize a oitiva destas testemunhas antes da próxima etapa do processo, a fase de alegações finais, que antecede a fase de sentença.

Lula é réu na ação em que é acusado de ter recebido 3,7 milhões de reais em propina por conta de três contratos entre a OAS e a Petrobras. O MPF alega que os valores foram repassados a Lula por meio da reforma de um apartamento no Guarujá e do pagamento do armazenamento de bens de Lula, como presentes recebidos no período em que era presidente. O ex-presidente é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A defesa nega as acusações.

(Com Estadão Conteúdo)