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Mensagens sugerem que JBS tentava comprar decisões em tribunais

VEJA teve acesso a conversas entre executivo e advogada e ouviu testemunho que acusa a empresa de tentar subornar ministros do STJ

No final da tarde de quarta-feira, na véspera do feriado da Independência, a Procuradoria-Geral da República recebeu mais uma bomba em seu setor de protocolo: centenas de documentos, na forma de áudios, emails e mensagens de WhatsApp, que sugerem que a JBS, ao contrário do que contou em sua delação, tentou, de forma sistemática, comprar decisões em tribunais superiores em Brasília.

São dezenas de conversas mantidas entre o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva, e uma advogada que trabalha para a empresa, Renata Gerusa Prado de Araújo. Na troca de mensagens, os dois traçam estratégias para obter decisões favoráveis a empresas do grupo — seja por meio de “pagamentos em espécie”, como eles próprios definem, seja por meio tráfico de influência — em processos sob relatoria de uma desembargadora federal, Maria do Carmo Cardoso, que vem a ser mãe da própria Renata, e de pelo menos três ministros do Superior Tribunal de Justiça: Napoleão Maia, Mauro Campbell e João Otávio Noronha.

Assis e Renata também conversam sobre arestas que deveriam ser aparadas com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, a voz mais ativa contra o que considera abusos nas investigações da Lava Jato. Quem levou o acervo ao Ministério Público é o empresário Pedro Bettim Jacobi, ex-marido da advogada Renata Araújo, que está num processo litigioso de separação. Ele copiou do celular da ex-mulher os arquivos que considerava comprometedores.

Confira abaixo uma das conversas entre Francisco e Renata:

(VEJA/VEJA)

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Comentários

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  1. A verdade se torna como a luz solar. Quem se poe contra a Lava jato é por que tambem faz parte dos parazitas instalados no poder estatal. Gilmar Mendes é exemplo disso.

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  2. Esse STJ é uma piada! 1,5 milhão?! Juiz comerciante. MC Corruptão. Lixooooooo!

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  3. Este ministro era de espera esta bandalheira troca de opinião conforme a situação

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  4. Por essas e outras que sou 100% CONTRA A PROVA DA OAB : O que vejo nestas páginas da VEJA são ADVOG’Â’N’G’S’T’E’R’S certificados pela ordem fazendo as maiores falcatruas do mundo !
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    Ou seja : Ter carteirinha da OAB não é garantia nenhuma de ser um advogado bom ou honesto.

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