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Maia critica reforma política e ‘distritão’

Para o presidente da Câmara, proposta cria uma sinalização equivocada na sociedade de que a política não quer soluções para o futuro, mas para hoje

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez críticas nesta sexta-feira à reforma política em discussão na Casa, em especial à instituição de um valor alto para o fundo público de financiamento de campanha (R$ 3,6 bilhões), sem que houvesse debate prévio com a sociedade, e a seu caráter permanente, e não transitório. “Cria uma sinalização equivocada na sociedade, mostra que a política não quer dar soluções concretas para o futuro, mas para hoje.”

“A reforma não parece a melhor, pelo que a gente vê na imprensa. Houve aprovação de temas polêmicos como permanentes, que deveriam ser transitórios, como o fundo eleitoral. Infelizmente, se decidiu manter valor alto, que a sociedade não aceita. Como um valor permanente, acho isso muito grave”, afirmou Maia, que atacou também o fim “abrupto” do financiamento privado de campanha, ainda que facilitasse atos de corrupção.

Ele também criticou o distritão e afirmou que o sistema eleitoral brasileiro está “falido”, com pouca renovação na política. “Sem uma cláusula de desempenho e sem financiamento privado, é muito ruim. Se nós conseguirmos aprovar o sistema distrital misto em 2022, poderemos recuperar a legitimidade e a relação da sociedade com a política. Se conseguirmos, será uma grande vitória na base da democracia, que é um sistema eleitoral que pode atrair novos quadros.”

Partidos da base aliada do governo Michel Temer (PMDB) e também da oposição lançaram uma “frente ampla” na Câmara para tentar barrar o distritão no plenário. Por este modelo, eleitores votarão apenas em candidatos a deputados e vereadores, sem a possibilidade de votar em partidos, e deixa de haver o quociente eleitoral; assim, são lançados menos candidatos por partido, e só os mais votados se elegem.

Uma crítica ao sistema é a de que candidatos mais conhecidos do eleitorado e com mais recursos acabarão sendo privilegiados, em detrimento de novatos. As novas regras só valerão para a eleição de 2018 caso sejam aprovadas por deputados e senadores até o dia 7 de outubro.

Dizendo-se otimista, o presidente da Câmara acredita que as eleições apresentarão um embate entre “quem quer um Brasil eficiente e moderno” e quem é contra as reformas trabalhistas e da Previdência.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Democrata Cristão (Liberdade de Expressão é meu direito CF 88 art 5 e art 220)

    Financiamento tem que ser privado, desde que as empresas não forneçam produtos ou serviços para o Estado.

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  2. Democrata Cristão (Liberdade de Expressão é meu direito CF 88 art 5 e art 220)

    Empresas doam por ideologia, apoiam candidatos que defendam menos impostos, mais infraestrutura, menos burocracia, mercado aberto, etc. São doações legítimas.

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  3. E o povo, pra variar não será consultado. Democracia?! Pra mim é ditadura.

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  4. Claudio Stainer

    O Parlamento é uma assembleia de vencedores. São os únicos capazes de fazer Leis boas. O STF não é composto de vencedores e se prestam a inventar jurisprudência sem apoio na Lei, função precípua do Legislativo. Se o Legislativo não vota o STF assaca da algibeira qualquer norma. Empresas podem, sim, financiar ou fornecer doações a candidatos e pátios. O que afundou o Brasil foi a molecagem do pessoal do PT. Nem tentaram administrar a Nação. Calhordas!

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