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Lúcio Funaro relata ao STF invasão em sua casa

Segundo defesa do doleiro, três homens invadiram sua residência por meio da casa de Joesley Batista, que é seu vizinho em São Paulo

A defesa do doleiro e delator Lúcio Bolonha Funaro protocolou petição no Supremo Tribunal Federal (STF) na qual informa que sua residência em São Paulo foi invadida no último domingo. No documento enviado ao STF, o advogado de Funaro, Bruno Espiñeira, afirma que a esposa do operador, Raquel Pitta, e sua filha moram na casa e que a tentativa de invasão se deu por meio do imóvel vizinho, de propriedade do empresário Joesley Batista. Dono do Grupo J&F e delator, Joesley é um dos citados na delação premiada de Lúcio Funaro e está preso em Brasília.

“Durante a invasão, os (três) indivíduos atingiram a varanda dos quartos da residência e, ao serem vistos, fugiram sem levar nada”, afirma a defesa do delator.

Funaro assinou um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-geral da República (PGR) no último dia 22 de agosto. A delação foi homologada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, no dia 5 de setembro. Parte do seu acordo foi utilizada pela Polícia Federal no relatório final sobre o “quadrilhão” do PMDB da Câmara dos Deputados.

“Ainda que tais fatos não estejam, em princípio, diretamente relacionados ao acordo de colaboração, ou seja, mesmo ante à inicial ausência de elementos comprobatórios para afirmar que a situação consistiu em intimidação, esta defesa, prudentemente em atenção ao requerido artigo da lei que rege a colaboração premiada, requer o encaminhamento da presente petição, do documento que a instrui e do vídeo do sistema interno de vigilância da residência à Polícia Federal”, diz trecho da petição.

Apontado como integrante do núcleo operacional e financeiro do PMDB da Câmara, Lúcio Funaro detalhou aos investigadores como intermediava a coleta e distribuição de propina para políticos do grupo do presidente Michel Temer. No pedido entregue ao STF, a defesa do delator pede que sejam tomadas providências para garantir sua segurança.

“Protesta-se, desta forma, pela tomada das providências pertinentes e pela garantia dos direitos e da segurança do colaborador Funaro e de sua família, caso seja constatado que tal incidente teve relação com seu acordo”, conclui.