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Judiciário levaria três anos para zerar estoque de processos

Isso se nenhuma nova ação tivesse início no período, segundo relatório do CNJ. Tempo médio de processo na fase de execução chega a quase 9 anos

Ainda que nenhuma nova ação fosse impetrada no período, a Justiça brasileira precisaria de 3 anos para zerar o estoque de processos pendentes. É o que mostra relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgado nesta segunda-feira. De acordo com o documento Justiça em Números, o Poder Judiciário encerrou o ano de 2015 com quase 74 milhões de processos em tramitação.

O relatório destaca que, pela primeira vez desde 2010, o número de processos novos caiu em relação ao ano anterior. Segundo a pesquisa, 27 milhões de casos chegaram ao Judiciário em 2015, uma redução de 5,5% em relação a 2014. Como o Judiciário conseguiu manter o ritmo de 28 milhões de processos finalizados ao longo, o Índice de Atendimento à Demanda (IAD) alcançou no ano passado o seu melhor desempenho na série histórica: 104,4%.

A pesquisa mostra, contudo, que o crescimento acumulado de processos em relação a 2009 é de 19,4% – ou 9,6 milhões de ações. Por isso o saldo permanece alto embora o número de processos finalizados seja quase sempre equivalente ao total de novas ações – ou superior, como em 2015. A diretora do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do CNJ, Maria Tereza Sadek, destacou a morosidade como o grande problema da Justiça brasileira. Os magistrados do país, lembrou, acumularam 6.577 processos em média no ano passado. Pela primeira vez, a pesquisa mensurou também o tempo médio de tramitação dos processos. E os dados são alarmantes: apenas na fase de execução – determinante para o cumprimento da sentença – o tempo média chega a 8,5 anos.

Ainda de acordo com o relatório, as despesas totais do Poder Judiciário registraram aumento de 4,7% em 2015, chegando a 79,2 bilhões de reais – ou 387,56 reais por brasileiros. Os gastos com a folha de pessoal ainda são a principal despesa: o pagamento de funcionários foi responsável por 89,2% dos gastos totais do Judiciário em 2015 (70,6 bilhões de reais).

Comentários

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  1. Micky Oliver

    TAVA DEMORANDO A P#RRA DA VEJA ME CENSURAR!!!

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  2. Justiça sempre

    Imagina se os magistrados ganhassem os salários miseráveis que a maioria dos brasileiros ganham, ganhando tão bem e não dão conta da demanda😒

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  3. wellington ambrosio

    A tendencia natural é aumentar esse tempo, aumentarem as pendengas, aumentar o número de togados e aumentar a quantidade de chicanas, até a implosão do modelo que não se sustenta.

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  4. Isso porque já estamos na era digital há mais de duas décadas.

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  5. Tem que fazer os juízes trabalharem 8 horas por dia, retirar-se as férias indecentes de 60 dias mais 20 dias no Natal/ ano-Novo, retirar a aposentadoria compulsória quando São condenados por cometerem crimes, retirar o pornográfico “auxílio moradia” de 5 mil reais mesmo que eles tenham casa própria, retirar o ofensivo “auxílio transferência” que eles recebem quando mudam o local de trabalho – esse auxílio é um valor que corresponde a 3 salários integrais mais 1 salário por CADA dependente sem desconto de I.R. nem de Previdência – a cada mudança de local o juiz recebe valores que podem ultrapassar 100 mil reais. Também tem que acabar a “verba por substituição” que sao valores altos que recebem por substituir o colega, mesmo que seja na sala ao lado. Finalizando, é preciso que o Judiciário TENHA VERGONHA NA CARA.

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  6. Atsushi Shiino

    E por que não faz zerar então? Lobbies dos que não querem que os processos andem? Prejuízo de um, ganho do outro. Na fila têm pessoas entre a vida e a morte.

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