Jovem acusado de pichar casa de João Doria é multado em R$ 5 mil

Manifestante escreveu a frase "SP não está à venda" no muro da casa do prefeito de São Paulo, no Jardim Europa

A Prefeitura Regional de Pinheiros multou em R$ 5.000 o jovem de 23 anos que teria pichado a residência do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), na manhã deste sábado. O rapaz, cujo nome não foi divulgado, é acusado de ter escrito a frase “SP não está à venda” no muro da casa de Doria, no Jardim Europa, zona oeste da capital paulista.

A penalidade recebida pelo autor da frase é prevista na lei antipichação, sancionada por Doria em fevereiro. Além da multa, ele chegou a ser preso e levado para o 14º Distrito Policial (Pinheiros), mas foi liberado por volta das 14 horas.

Um foto da multa foi postada na página do prefeito regional de Pinheiros, Paulo Mathias, no Facebook. “Sabem o ‘gênio’ que pichou a casa do prefeito João Doria? Pois é, levou uma multa de 5.000 reais da prefeitura regional de Pinheiros”, diz a postagem.

Mathias afirmou que o manifestante receberá a multa no endereço residencial que informou às autoridades. Segundo ele, o processo sofrerá um “trâmite burocrático”, porém, a penalidade estaria á garantida porque o rapaz foi pego em flagrante pela Guarda Civil Metropolitana (GCM). “Eu acho uma vergonha de gente que não tem o que fazer, pessoas que querem um confronto com o prefeito João Doria, o que não tem a menor necessidade”, disse.

Organizadora da manifestação durante a qual foi feita a pichação, a porta-voz do Levante Popular da Juventude, Natali Santiago, afirmou que o militante preso ainda não foi informado da multa pela prefeitura regional. “(A multa) é um absurdo para a juventude, que tem nessa forma uma pressão, de resistência”, disse. “Eles estão denunciando de forma aleatória, pegaram um militante que estava no ato e estão usando ele para denunciar e criminalizar o movimento”, disse. Durante a tarde, o muro de Doria foi repintado de branco por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL).

Mais cedo, o prefeito publicou um vídeo em sua página no Facebook, no qual, com a pichação ao fundo, disse que não se intimidará com as manifestações.  “Queremos um Estado menor, mais eficiente, mais produtivo, menos corrupto e com menos espaço para ‘petralhistas’ e outros istas, que gostam de ganhar dinheiro público sem trabalhar. Por isso o programa de desestatização vai continuar”, comentou.

(Com Estadão Conteúdo)