Janot, sobre cerco a Fachin: “prática de um Estado de exceção”

VEJA desta semana revelou que o governo de Michel Temer acionou o serviço secreto para bisbilhotar a vida do ministro do Supremo Tribunal Federal

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, expressou neste sábado “perplexidade” ante a informação, revelada por VEJA desta semana, de que o governo acionou a Agência Brasileira de Inteligência para investigar o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo e do inquérito aberto contra o presidente Michel Temer para apurar suspeitas de corrupção, organização criminosa e obstrução de Justiça. “A se confirmar tal atentado aos Poderes da República e ao Estado Democrático de Direito, ter-se-ia mais um infeliz episódio da grave crise de representatividade pela qual passa o país”, afirma Janot. “Em vez de fortalecer a democracia com iniciativas condizentes com os anseios dos brasileiros, adotam-se práticas de um Estado de exceção.”

Janot aponta “colossal diferença” entre investigações dentro dos marcos legais e o uso “do aparato do Estado para intimidar a atuação das autoridades com o simples fito de denegrir sua imagem e das instituições a qual pertencem”. “O desvirtuamento do órgão de inteligência fragiliza os direitos e as garantias de todos os cidadãos brasileiros, previstos na nossa Constituição da República e converte o Estado de Direito, aí sim, em Estado Policial”, diz o procurador-geral. “O Ministério Público Brasileiro repudia com veemência essa prática e mantém seu irrestrito compromisso com o regime democrático e com o cumprimento da Constituição e das leis.”

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, também divulgou neste sábado nota em que afirma que “é inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o STF, contra de democracia e contra as liberdades, se confirmada informação de devassa ilegal da vida de um de seus integrantes”. “Própria das ditaduras”, continua Cármen Lúcia, “como é esta prática, contrária à vida livre de toda a pessoa, mais gravosa é ela se voltada contra a responsável atuação de um juiz, sendo absolutamente inaceitável numa República Democrática, pelo que tem de ser civicamente repelida, penalmente apurada e os responsáveis exemplarmente processados e condenados na forma da legislação vigente”.

Em nota divulgada na sexta-feira, o presidente Michel Temer negou que tenha usado a Abin para investigar a vida do ministro Fachin. “O governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros, muito menos fará qualquer tipo de ação que não respeite aos estritos ditames da lei”, diz o comunicado.

Comentários

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  1. Marcos MOraes

    O que ele fala não se escreve. Casta! MAM

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  2. Fabinho Cabelinho

    Vergonhoso

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  3. José Roberto

    Janot aproveito o ensejo para rodar a baiana e tocar fogo no circo. Janot, fortalecer a democracia com iniciativas condizentes com os anseios dos brasileiros, é agir dentro da lei e não acima dela, adotando bandido de estimação, como Joesley.

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  4. É a notícia mais sórdida possível. Depois de perder no TSE, Rodrigo Janot continua a sacanear.

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  5. Vicente Otávio da Fonseca

    Senhor PGR, estado de exceção é mandar o bandoleiro Joesley, com gravador escondido, ao palácio do Planalto para incriminar um presidente da república. Estado de exceção é tentar incriminá-lo, como o senhor anda fazendo, a partir de uma gravação porca, não examinada pelas vias competentes
    Senhor PGR: estado de exceção é exatamente o que o senhor anda fazendo, na tentativa de afastar um presidente constitucional, através de provas altamente duvidosas, não conferidas pelos meios legais e acompanhadas de uma série de intrigas perpetradas na sua repartição! Estado de exceção é isto que o senhor acaba de publicar, este texto patético, sem provas, sem qualquer tipo de comprovação, com o intuito de enredar o Presidente que não o reconduzirá, de forma alguma e para o bem da nação brasileira, ao cargo de PGR! Estado de exceção é se associar a um juiz com profundas ligações ao grupo criminoso JBS, para fustigar um presidente constitucional! Isto, sim, é um estado de exceção!

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  6. Os bandidos estãos nos poderes……..só falam em democracia…que democracia é essa se o País é governado por bandidos criminosos que roubam para o partidos e para eles próprios…e só falam em democracia???? sòmente as Forças Armadas para acabar com essa roubalheira desenfreada. Prender todos políticos …da camara e senado..Supremo COVIL Federal.e dar um “sumiço” em todos ..um”SUMIÇO” para que nunca mais voltem..criminosos traidores da Pátria..comunistas bandidos gentalha “da pior espécie”.

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  7. E se possível “sumir” também com esses comunistas que os apoiam. Dar um SUMIÇO nessa gentalha toda comunistas ciminosos FDP.

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  8. Fábio Siqueira

    Depois da lambança propiciada pelo sr. Janopt, vem ele a defender um ministro suspeito (no processo).
    Esse sr. Janopt agiu como empregado do JBS, pois ele e o Ministro Fachin deram lucros milionários àquele grupo empresarial com o negócio de ações e câmbio. Fosse nos Estados Unidos o srs. Fachin e Janopt estariam sendo processados pelo Estados e, talvez, até presos.
    Não se está defendendo Temer, Aécio e a corja política, pois quem delinquiu tem que ser investigado e julgado.
    PRISÃO JÁ PARA JANOPT.
    IMPEDIMENTO JÁ PARA FACHIN
    NOVOS PRESÍDIOS JÁ PARA ABRIGAR CENTENAS DE POLÍTICOS.

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  9. mas o que esperar de uma quadrilha de terroristas, que estão nos roubando, matando nossas crianças de fome, miséria…. o que esperar? estes canalhas não querem ir pra cadeia, já que não tem pena de morte neste país, iriam pro fuzilamento. pena de morte já…

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