Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Internação adia volta ao trabalho de ministro da Agricultura

Paciente rebelde, Mendes Ribeiro teve de reforçar pontos de cirurgia no cérebro

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, de 56 anos, terá de adiar a volta ao trabalho, prevista para a próxima segunda-feira, dia 7, por problemas na recuperação de uma cirurgia. Em 14 de outubro, o ministro teve de ser operado para a retirada de um tumor no cérebro. Na ocasião, os médicos informaram que o procedimento havia alcançado “plenamente seus objetivos”. Nesta terça-feira, no entanto, ele voltou a ser internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para reforçar os pontos das suturas da cirurgia.

Boletim médico divulgado na tarde desta quinta-feira informa que Mendes Ribeiro “passa bem, dos pontos de vista clínico e neurológico, caminha pelo hospital e faz fisioterapia”. Não há previsão de alta. Segundo o hospital, o ministro deve permanecer internado até a conclusão do tratamento medicamentoso.

De acordo com o Ministério da Agricultura, a permanência no hospital deve se prolongar até a próxima segunda-feira. A partir daí, os médicos vão determinar quando ele poderá retornar ao trabalho. De acordo com a assessoria do órgão, Mendes Ribeiro foi considerado um paciente rebelde por médicos e familiares. Horas após a cirurgia de 14 de outubro, ele já estava ao celular trabalhando, o que comprometeu sua recuperação.

Cirurgia – A doença foi descoberta em 2007, quando ele passou por uma primeira cirurgia para retirada do tumor. O reaparecimento do câncer foi detectado durante exames realizados em Porto Alegre. A segunda cirurgia estava programada para 27 de outubro, mas, por recomendação da presidente Dilma Rousseff, Mendes Ribeiro procurou os especialistas no Sírio-Libanês, que anteciparam a operação. “Quem passa por uma passa mais facilmente pela segunda”, animou-se o ministro, no pronunciamento da semana passada.

Mendes Ribeiro Filho foi eleito deputado federal em 2010 pelo PMDB do Rio Grande do Sul e escolhido para ser o líder do governo no Congresso Nacional. Em agosto, deixou a Câmara para assumir o posto de ministro da Agricultura, após a saída de Wagner Rossi (PMDB), que pediu demissão após envolver-se em uma sequência de escândalos de corrupção, revelados por VEJA.