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Garis trabalham sob escolta nas ruas do Rio de Janeiro

Um dia após o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciar que a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) contrataria escolta armada para garantir que os caminhões da empresa possam recolher o lixo das ruas da cidade, a Guarda Municipal escoltou três equipes de garis que fizeram a limpeza das ruas de Botafogo, na Zonal Sul, durante a madrugada desta quinta-feira. O objetivo da escolta é evitar a ação de grevistas que estariam ameaçando garis que não aderiram à paralisação.

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Trabalhadores da Comlurb estão em greve desde a noite de sexta-feira, 28 de fevereiro. No início da noite de quarta, o prefeito esteve reunido com o defensor Público Geral do Estado do Rio, Nilson Bruno Filho, e afirmou que os grevistas que voltarem ao trabalho nesta quinta-feira terão o processo de demissão suspenso. Antes de se reunir com Paes, Filho passou a tarde em reunião com uma comissão de grevistas na sede da Comlurb.

A Justiça de Trabalho declarou a paralisação ilegal e a prefeitura do Rio respondeu aos protestos da categoria com um aumento salarial de 9%, entre outras medidas. Como, ainda assim, um grupo de dissidentes manteve a greve, a Comlurb demitiu na terça-feira cerca de 300 funcionários que continuaram sem trabalhar. Nesta quarta-feira, os dissidentes voltaram a protestar e, segundo a prefeitura, impediram que garis trabalhassem em diversos pontos da cidade. Com a coleta de lixo sem funcionar, a cidade ficou abarrotada de lixo pelas ruas e resíduos se acumularam nas calçadas ao ponto de dificultar a passagem de pedestres em algumas áreas.