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Funcionários dos Correios voltam ao trabalho nesta quinta

Há 185 milhões de entregas paralisadas - e a normalização deve levar um mês

Após quase um mês de braços cruzados, os funcionários dos Correios voltarão ao trabalho nesta quinta-feira, por decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em caso de descumprimento da ordem judicial, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) fica sujeita a multa de 50.000 reais por dia.

Na volta ao trabalho, os carteiros têm 185 milhões de entregas atrasadas. A normalização dos serviços deve, portanto, levar um mês. De acordo com o comando de greve da categoria, a justificativa para a demora não é apenas o período de 28 dias em que os trabalhadores ficaram parados. “Para que o serviço fosse feito a contento, precisaríamos de 20.000 carteiros a mais do que o número atual”, afirmou ao site de VEJA Evandro Leonir, um dos diretores da Fentect.

A ECT queria que os dias parados fossem descontados do salário dos grevistas e que a greve fosse considerada abusiva. O TST, no entanto, determinou que 21 dias sejam repostos com trabalho nos finais de semana e o corte na remuneração seja referente a apenas sete dias. Os ministros também consideraram que não houve abuso, já que a entrega de correspondências não é um serviço essencial.

Além disso, a corte definiu que os trabalhadores terão direito a um reajuste de 6,87% nos salários e um aumento linear de 80 reais – proposta feita pela direção dos Correios e anteriormente rejeitada pela categoria, que pedia valores maiores. O aumento concedido tem efeito partir de 1º de outubro. A corte rejeitou a concessão de um abono de 800 reais, que estava na pauta de negociações, e estabeleceu um aumento no valor diário do vale-alimentação, de 23 para 25 reais.