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Expectativa de desagravo a Vaccari causa racha no PT

Tesoureiro alvo da Lava Jato está em Minas para festa do partido. E uma das principais correntes da sigla ameaça deixar evento se houver homenagem a ele

A expectativa de que o aniversário de 35 anos do PT seja palco, nesta sexta-feira, de um ato em desagravo ao tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, já provoca divisões até entre petistas. A Mensagem ao Partido, uma das principais correntes internas do PT, decidiu na manhã desta sexta que vai se posicionar contra qualquer tentativa de desagravo a Vaccari, apontado por delatores do petrolão como um dos operadores do esquema de propinas na Petrobras.

Um dos principais representantes da Mensagem ao lado do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, tem defendido que o PT nomeie um advogado para estudar os autos da Operação Lava Jato, averiguar se houve responsabilidade de filiados ao PT no esquema e, se comprovada participação, que a direção partidária afaste os envolvidos.

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A corrente se reuniu nesta manhã para definir o posicionamento na reunião do Diretório Nacional que antecede a comemoração pelos 35 anos do PT, em Belo Horizonte. A presidente Dilma Rousseff participa do ato festivo, a partir das 19h15.

Segundo relatos, em clima exaltado, alguns líderes da Mensagem ameaçaram abandonar a reunião do Diretório caso haja qualquer tipo de desagravo a Vaccari. A direção nacional do PT nega as acusações de desvios da Petrobras para o partido e, junto com a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), saiu em defesa do tesoureiro na quinta-feira. A reação da Mensagem fez com que integrantes da CNB começassem recuar da proposta de desagravo a Vaccari sob o argumento de que não surgiram fatos novos contra o tesoureiro nas últimas horas e, portanto, a iniciativa seria desnecessária.

Lula – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é esperado na reunião do diretório petista. Caso a presença se confirme, será, segundo dirigentes, a primeira vez que Lula participa de um encontro da instância partidária desde que assumiu a Presidência, em 2003.

(Com Estadão Conteúdo)

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