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Empresários admitem redução em diárias de hotel para Rio+20

Após reunião entre representantes do governo e do setor hoteleiro, ficou marcada para a próxima segunda a definição dos novos valores das diárias. A expectativa é de que a redução seja superior a 20%

Preocupado com a decisão de delegações estrangeiras e até da Câmara dos Deputados de não arcar com as elevadas despesas com hospedagem durante a Rio+20, o Palácio do Planalto escalou nesta sexta-feira quatro ministros para pressionar o setor hoteleiro e cobrar uma redução superior a 20% no valor das diárias. O objetivo do governo – que também quer acabar com os pacotes que exigem uma estada de sete dias – é chegar a um acordo na segunda-feira com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (Abihrj) e a empresa de turismo Terramar, segundo informou o presidente da Embratur, Flávio Dino.

“Estamos falando de uma redução superior a 20% (no valor das diárias). Temos expectativa de chegar a uma redução superior a 30%. O porcentual final será definido na segunda-feira”, disse Dino a jornalistas. “Estamos satisfeitos neste momento com a compreensão da indústria hoteleira e da empresa contratada. Queremos a máxima redução possível, porque acreditamos que o alinhamento de preços é importante para a imagem do país”.

Coube à ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) coordenar a reunião com Dino, representantes da Abihrj e os ministros Antonio Patriota (Itamaraty), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luis Inácio Adams (Advocacia Geral da União). A conversa se estendeu por três horas, sem a participação da presidente Dilma Rousseff. De acordo com o presidente da Embratur, a tarifa diária média no Rio de Janeiro (que seria de 355 reais) já estaria sendo triplicada e até quadruplicada por conta da conferência sobre desenvolvimento sustentável.

“O governo não pretende revogar a lei da oferta e da procura. Estamos fazendo um apelo à indústria hoteleira para que mesmo diante do aquecimento da demanda pratique preços mais compatíveis com o mercado de eventos”, afirmou Dino. “Externamos a posição de não haver pacote mínimo de sete dias. Tanto a indústria hoteleira quanto a operadora vão abrir mão desse pacote mínimo que estava sendo exigido. Ou seja, vão valer as leis de mercado. O cidadão ou a delegação que quiser comprar um, dois ou três, quatro dias, de acordo com a disponibilidade, vai adquirir sem que haja camisa de força do pacote mínimo”.

O Parlamento Europeu tomou a decisão de cancelar a vinda de sua delegação ao constatar que a conta poderia chegar a 100 mil euros, dez vezes mais que o orçamento previsto. Outras delegações também reduziram o número de participantes – o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS) já anunciou que “não vai pagar” o preço cobrado pelos hotéis cariocas.

(Com Agência Estado)

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