Deputados decidem entrar em férias para ver a Copa

Início da Copa do Mundo, as festas de São João e o decreto bolivariano da presidente Dilma Rousseff. Essas foram as justificativas usadas pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para cancelar todas as sessões deliberativas marcadas para o mês de junho e antecipar as férias dos parlamentares. O próprio Alves, que ontem havia ameaçado colocar em votação um decreto legislativo para anular o texto presidencial, viajou para seu Estado. Das vinte reuniões em comissões agendadas para esta quarta-feira, metade foi cancelada por falta de quórum. Até audiência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional marcada para ouvir os esclarecimentos do ministro da Saúde, Arthur Chioro, sobre a contratação de médicos cubanos para o programa Mais Médicos, foi adiada. Os deputados chegaram a organizar um calendário para os dias de jogos da Copa em Brasília e para as partidas da seleção brasileira, mas, com a obstrução de cinco partidos por causa do decreto de Dilma, resolveram que só voltarão a trabalhar em julho. Em tempo: no retorno, a jornada também será curta porque o recesso parlamentar – leia-se, as férias oficiais – começará no dia 17 de julho. (Com Estadão Conteúdo)