Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Após discurso firme, Dilma volta a ser Dilma

Presidente afastada até começou bem, mas voltou a fazer uso do "dilmês" ao ser interrogada

Após um início auspicioso de sua participação na sessão desta segunda-feira do Senado Federal, em que leu quase sem tropeços um discurso firme contra sua condenação por crime de responsabilidade, a presidente afastada Dilma Rousseff voltou a fazer uso do “dilmês” na fase de interrogatório. A retórica confusa que sempre a caracterizou dá o tom das respostas aos senadores.

Com frases emendadas umas nas outras e nem sempre respeitando a lógica, a presidente retomou o uso de metáforas e dos pleonasmos que consagraram o idioma próprio de Dilma. Ao rebater a fala do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que a acusou de não cumprir a Constituição por não seguir a Lei de Responsabilidade Fiscal, Dilma foi redundante ao dizer que a mentira “não tem base na realidade”. “Considero que essa sua acusação é improcedente. Acho que ela é aquela mentira que não tem base na realidade, ou seja, ela não expressa a verdade dos fatos”, disse ela.

Em resposta à senadora Ana Amélia (PP-RS), Dilma comparou o processo de impeachment a uma árvore ao tentar explicar o que entendia como golpe parlamentar. “A diferença consiste que no golpe militar é como se você tivesse uma árvore, que você derruba o governo e o regime democrático. O que tem acontecido no golpe parlamentar é que você tira um presidente eleito por razões que estão fragilizadas pelo fato de que não tem crime de responsabilidade que as sustentem. É como se essa árvore não fosse derrubada, mas atacada por forte e intenso ataque de fungos, por exemplo”, disse a presidente.

Ao contrário da semana passada, em que houve muita discussão e troca de farpas entre os senadores, o interrogatório de Dilma segue em clima cordial. Favoráveis ao impeachment, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Ana Amélia Lemos (PP-RS) fizeram questão de dizer que respeitam a biografia de Dilma e a sua posição como mulher, mãe e avó. A presidente, por sua vez, rebateu os argumentos da acusação com aparente irritação, mas agradeceu às manifestações de respeito.

Em resposta ao senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator da comissão do impeachment, Dilma fez uma espécie de “mea culpa” em nome do PT, dizendo que “lamenta” o fato de o partido ter votado contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Faço aqui essa confissão clara”, completou. Em seu discurso de 45 minutos na tribuna, a presidente também não fez nenhum aceno à legenda, à qual é filiada desde 2001 e que nos últimos meses se viu às voltas com constantes descontentamentos por falta de diálogo e pelas medidas impopulares do ajuste fiscal.

 

 

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Eu acreditava que a Diu Ma era um poste. Mas, ora bolas, um poste tem luz!! Então não pode ser . talvez um tôco ôco.

    Curtir

  2. Joel Carvalho

    E as respostas só não estão piores, se é que podem piorar, porque está sendo assessorada diretamente pelo papagaio de pirata, o espalhafatoso Eduardo Cardozo.

    Curtir

  3. Joel Carvalho

    Mariana Gondim, a Dilma é tua mentora, só pode!

    Curtir

  4. Fernando Gondim

    Dilma, Lula, et caterva quebraram mais que o país. Quebraram os pobres, a classe média, a união, os estados e os municípios – todos! Que sirva de lição, para nunca mais dar trela a esquerda, sobretudo a ‘boazinha’ e populista.

    Curtir

  5. Fabiano Fabiano

    O pior não eh a dilmanta o pior que tem milhares de brasileiros q apóiam essa senhora, e não são só os da bolsa familia, pessoas entendidas que até lêem a veja.

    Curtir

  6. Alvaro Arantes

    Essa revistinha pré-falida… O que esperar?

    Curtir

  7. Fabiane Dos Santos

    Revista tendenciosa… leu na veja azar o seu…

    Curtir