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Alckmin determina corte mínimo de 15% em contratos do Estado

Com dificuldade para fechar as contas, governador tucano determina a renegociação de contratos com custo superior a 750.000 reais

Com a arrecadação em queda no Estado de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) determinou que os órgãos das administrações direta e indireta renegociem todos os contratos com custo maior do que 750.000 reais. Publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial, o decreto também congela a contratação de imóveis novos para abrigar prédios públicos e veículos para deslocamento dos funcionários públicos. No texto, o governo Alckmin ainda estabelece um corte mínimo, de 15%, no valor desses contratos, “procedendo-se, para tanto, mediante negociação bilateral ou supressão unilateral do contrato”.

Segundo a subsecretária de Parcerias e Inovação da Secretaria de Estado de Governo, Karla Bertocco, do Orçamento total do Estado, que neste ano é de 207 bilhões de reais, apenas 24 bilhões de reais são compostos por gastos de custeio que não estão vinculados e podem ser alvo de manobras para economia de gastos. “Este decreto é a continuação de um decreto que publicamos em janeiro de 2015 determinando economia de recursos. Com a adoção dessas ações, conseguimos uma economia, na época, de 1,9% (desse valor)”, explicou ela.

O alvo dos cortes são os contratos de consultorias, de serviços de tecnologia e as locações. A subsecretária afirma que identificaram cerca de 900 contratos na administração que podem sofrer os cortes. A subsecretária justifica a medida, dizendo que a meta é flexível. “Deixamos as soluções virem das secretarias. Caso não se consiga chegar nesse valor de economia, as secretarias podem apresentar outra proposta, com reduções em outras áreas, para se chegar nesse valor”, afirmou Karla.

Além do aperto de cintos determinado por decreto, o governo Alckmin também deve suspender o pagamento de licenças-prêmio (três meses de férias para cada cinco anos trabalhados). “É importante dizer que o corte vale apenas para os cargos comissionados, não para os servidores concursados, até porque esse benefício vai contra a natureza do cargo comissionado”, conclui a subsecretária.

Receitas – Dados da Secretaria de Estado da Fazenda mostram que, da previsão de arrecadação total de 231 bilhões de reais no ano de 2015, o governo só arrecadou de fato 213 bilhões de reais, ou 7,5% menos. Dos últimos cinco anos, a partir de 2010, é a primeira vez que a queda é tão elevada. Nos anos de 2010, 2011 e 2013, a arrecadação final chegou a ser até superior à projeção inicial. O governo pretende contingenciar parte dos recursos, neste ano, dada a certeza de que a arrecadação seguirá fraca.

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(Com Estadão Conteúdo)