Agente compara audiência da Zelotes a reunião do Lions

As audiências da Operação Zelotes na 10ª Vara Federal em Brasília (DF) têm causado apreensão nos policiais federais que fazem a escolta dos seis réus presos. Com muitos advogados presentes, réus sem algemas e vestidos socialmente – em vez de com uniformes -, eles comentam sobre a dificuldade em identificar quem é quem e a informalidade nos corredores durante o intervalo das oitivas. “Parece reunião do clube Lions, coisa de maçonaria”, comentou um agente nesta quarta-feira. Ao longo da semana, o procurador da República Frederico Paiva já se viu confrontado por dois réus enquanto dava entrevista a jornalistas e bateu boca com advogados; uma funcionária da Justiça teve que sair à procura de um réu preso que saiu da sala de audiências sem assinar a ata; e houve até beijo na boca do lobista Alexandre Paes dos Santos, um dos presos, na sua mulher, a professora Maura Lúcia Montella de Carvalho, que depôs como testemunha de defesa e acompanha todas as sessões. (Felipe Frazão, de Brasília)