Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

‘A decisão fala por si’, diz Renan sobre suspensão de operação

Presidente do Senado comentou a liminar concedida pelo ministro Teori Zavascki de suspender a operação que prendeu quatro policiais do Senado

Depois de fazer duras críticas ao Poder Judiciário por causa da Operação Métis, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi econômico nas palavras ao comentar a liminar concedida pelo ministro do Supremo Teori Zavascki, que suspendeu a ação da Polícia Federal que levou à prisão quatro policiais legislativos do Senado na sexta-feira passada. Renan vinha dizendo reiteradamente que a operação não poderia ter sido autorizada por um juiz de primeira instância. Em decisão monocrática, o ministro do STF determinou que os autos da Métis fossem encaminhados para o STF.

“Recebo a notícia com humildade. A decisão fala por si só”, disse Renan. Ele preferiu se abster de mais comentários sobre o assunto e disse que volta a Brasília nesta sexta para encontro com o presidente Michel Temer e a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia.

Renan e Cármen entraram em rota de colisão após o peemedebista chamar de “juizeco” o titular da 10ª Vara do Distrito Federal, Vallisney de Souza Oliveira, responsável por assinar os mandados de prisão e de buscas contra os policiais do Senado. A ministra disse ter se sentido agredida com as declarações e exigiu respeito aos magistrados brasileiros. Enquanto boa parte dos senadores, tanto da oposição como da situação, atacou a decisão do juiz de primeiro grau, associações de magistrados e de procuradores da República saíram em defesa de Oliveira e aproveitaram a ocasião para pedir o fim do foro privilegiado.

Nesta quinta-feira, Renan anunciou um pacote de ações jurídicas em retaliação à ação da PF e questionou a competência do juiz federal de deliberar sobre o caso.

(Com Estadão Conteúdo) 

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Ednei Freitas

    Admite-se até o fardamento de seus agentes, mas sem ostentação, sem exibição aparatosa ou espalhafatosa. E sem armas letais e sem equipamentos próprios de investigação criminal. Seus integrantes não são autoridades, nem agentes da autoridade. São meros vigias, guardas, vigilantes, ou, digamos, “seguranças”, palavra que se tornou usual e comum para identificar alguém – mesmo sem preparo algum – encarregado de dar proteção a outrem ou a alguma coisa, que pode ser um bem móvel, imóvel ou semovente.

    Curtir

  2. Ednei Freitas

    Porém, mesmo se o prédio do Congresso fosse inviolável – e aqui se faz mero exercício de raciocínio – tal inviolabilidade seria relativa e não absoluta, como acontece com a casa em que moramos. Segundo a Constituição, nossas casas são invioláveis. Ninguém poderá nela penetrar sem o consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.

    Curtir