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Tevez critica futebol na China: ‘Tecnicamente não são muito bons’

Atacante argentino do Shanghai Shenhua acredita que chineses dificilmente chegarão à elite do futebol por questões culturais

Carlos Tevez não se impressionou com o que viu em seus primeiros meses atuando na Superliga chinesa, pelo Shanghai Shenhua. O atacante argentino de 33 anos considera que a intenção do governo da China de investir no futebol vai melhorar a competição, mas jamais conseguirá atingir o nível das ligas europeias. Segundo o ídolo de Corinthians e Boca Juniors, os atletas chineses tem problemas de formação.

“São rápidos, mas não têm uma técnica de nascimento como vemos na América do Sul ou na Europa, onde as crianças começam a jogar muito cedo. Tecnicamente os chineses não são muito bons, mas creio que com essas regras que o governo colocou, vão melhorar bastante neste aspecto”, disse Tevez em entrevista ao canal espanhol Movistar.

 

Para Tevez, por mais que os clubes chineses contratem estrelas do futebol mundial, a liga local terá dificuldades para se desenvolver. “A China está muito bem, mas não acho que vá competir com nenhuma grande liga da Europa, nem que contrate o melhor jogador, porque o futebol e a forma como as pessoas lidam com ele é totalmente diferente. Creio que não vai chegar a este nível…em 50 anos, talvez”, explicou Tevez em entrevista ao canal Movistar.

 

Tevez revelou que ainda está se adaptando à forma de jogar no país. Segundo o atacante, os jogadores não são técnicos e são inocentes, o que as vezes os levam a dar entradas duras, sem malícia. O atacante ficou um mês e meio parado por lesão, jogando apenas quatro partidas completas. “Sem querer, te dão um pisão porque são um pouco brutos.”

Apesar de estar na 81ª posição no ranking da Fifa, a China quer se transformar em potência do esporte. Para isso, prevê a criação de 50.000 escolas de futebol até 2025, segundo o Ministério da Educação do país. As autoridades também pediram para os clubes reorientarem os gastos na formação de atletas ao longo prazo. Os clubes serão obrigados a investir na base o mesmo valor que gastarem na contratação de jogadores.

(com AFP)